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73% dos imigrantes detidos nos EUA não têm antecedentes criminais

Setenta e três por cento dos sessenta e oito mil imigrantes detidos não têm antecedentes criminais, evidenciando o peso das detenções durante o governo Trump

FILE PHOTO: Federal agents detain a person at a bus stop as they conduct an immigration raid days after a U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) agent fatally shot Renee Nicole Good, in Minneapolis, Minnesota, U.S., January 14, 2026. REUTERS/Ryan Murphy/File Photo
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  • No final de 2025, EUA tinham sessenta e oito mil imigrantes detidos, e 73% não tinham antecedentes criminais, conforme o levantamento do Transactional Records Access Clearinghouse (TRAC) da Universidade de Syracuse.
  • O TRAC afirma que muitos condenados cometeram delitos menores, como infrações de trânsito, enquanto o governo de Donald Trump diz que o ICE mira criminosos que poderiam colocar a segurança pública em risco.
  • O Conselho Americano de Imigração aponta aumento de quarenta mil para sessenta e oito mil detenções sem antecedentes, com expectativa de chegar a cem mil ainda no início de 2026; o peso é atribuído a operações mais ativas de fiscalização.
  • Em novembro de 2025, para cada pessoa liberada da detenção enquanto aguardava audiência, 14,3 foram deportadas, um salto em relação a dezembro de 2024, quando eram 1,6.
  • O relatório também aponta irregularidades nos procedimentos de detenção, 30 mortes sob custódia em 2025, maior uso de instalações privadas (cerca de noventa por cento) e aumento de 104 instalações usadas pelo ICE.

Dentre os 68 mil imigrantes detidos nos Estados Unidos, 73% não possuem antecedentes criminais, conforme levantamento do Transactional Records Access Clearinghouse (TRAC) da Universidade de Syracuse, com dados até o final de 2025. O estudo destaca que muitos condenados tiveram apenas infrações menores, como de trânsito.

Em paralelo, o Conselho Americano de Imigração aponta avanço de 2.450% na detenção de imigrantes sem antecedentes durante o governo Trump, segundo relatório divulgado recentemente. A organização atua como defesa de imigrantes residentes no país.

A detenção passou a ser utilizada como instrumento para pressionar a desistência de processos de regularização, conforme o conselho. Dados de novembro de 2025 mostraram 14,3 deportações diretas para cada pessoa liberada, alta em relação a 2024.

Influência e impactos

O documento cita aumento de 75% nas detenções sob o segundo governo Trump, de 40 mil para 68 mil, com expectativa de chegar a 100 mil no início de 2026. Relatos indicam operações de fiscalização mais amplas, incluindo batidas em locais de trabalho.

O relatório descreve privatização de serviços e maior participação de prisões privadas, com estimativa de que cerca de 90% dos detidos em 2025 estavam em instalações privadas. O ICE ampliou o contingente de instalações utilizadas para custódia.

Casos e debates

Um caso de destaque envolve o influencer brasileiro Júnior Pena, com cerca de um milhão de seguidores, detido sob alegação de não comparecimento a uma audiência de imigração. Amigo dele afirma que ele entrou irregularmente no país.

Separadamente, especialistas enfatizam falhas em procedimentos de detenção em Minnesota, com acusações de violações processuais. Juristas ressaltam direitos dos imigrantes de não colaborar com o ICE, quando isso puder incriminá-los.

Condições e consequências

O estudo registra aumento de prisões que impactam a qualidade dos centros de detenção, com 30 mortes sob custódia entre janeiro e 18 de dezembro de 2025. Eventos no Texas também destacaram quarentena devido a surtos de sarampo nas instalações.

A organização aponta que a transferência de imigrantes entre estados é comum, dificultando o acesso a recursos legais. Apesar de ações de habeas corpus, muitos imigrantes seguem sem condições de contestar decisões de detenção.

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