- Os Emirados Árabes Unidos prometeram doar $500 milhões a um fundo da ONU para ajuda humanitária no Sudan.
- O anúncio ocorreu em um evento de doadores em Washington, durante esforços dos EUA para renovar a busca por uma trégua no conflito sudanês.
- o Sudão alega que os Emirados armam as Forças de Apoio Rápido (RSF); a acusação é considerada crível por especialistas da ONU e por membros do Congresso dos EUA.
- O enviado especial dos EUA para a África, Massad Boulos, afirmou que devem ser anunciados $1,5 bilhão em novos recursos, incluindo mais $200 milhões dos EUA; outros participantes não fizeram promessas claras.
- A trégua antes do Ramadan, que começa em 17 de fevereiro, é o objetivo em pauta; o texto de paz ainda não foi acordado entre as partes.
A Emirates entregou US$ 500 milhões para um fundo da ONU voltado a ajuda humanitária para o Sudão, conforme a Casa Branca intensifica a mobilização de doadores. O anúncio ocorreu durante um evento em Washington, dedicado a angariar recursos para a crise no país.
A iniciativa foi apresentada em meio aos esforços dos EUA para renovar a pressão por um cessar-fogo no conflito que já devastou o Sudão. Alegações sobre fornecimento de armas a grupos paramilitares foram objeto de debates entre autoridades e especialistas, sem confirmação formal por parte de Abu Dhabi.
Lana Nusseibeh, ministra de Estado dos Emirados, afirmou que o país busca facilitar uma trégua sem mencionar diretamente as acusações sobre o apoio aos RSF. Ela reiterou a posição dos Emirados contra violações de qualquer parte e a necessidade de um governo civil e independente no Sudão.
Massad Boulos, enviado especial dos EUA para a África, indicou a expectativa de chegar a US$ 1,5 bilhão em novos aportes no evento, incluindo US$ 200 milhões adicionais dos Estados Unidos. Outros países presentes ainda não prometeram novos recursos.
Esforços por uma trégua durante o Ramadã
O conflito sudanês deixou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados, ampliando a fome no território. As tropas seguem em vários fronts, incluindo a região de Córdona do Sul, onde o exército reporta avanços recentes.
Boulos informou que Washington pressiona por um acordo de cessar-fogo entre as partes antes do início do Ramadã, marcado para 17 de fevereiro. Ele reconheceu que o progresso até o momento ficou aquém do esperado desde o anúncio de intervenção do então presidente dos EUA, em apoio a um plano promovido pela Arábia Saudita.
Representantes do Egito e da Arábia Saudita devem se reunir com autoridades dos EUA e dos Emirados dentro de um grupo conhecido como Quad, que trabalha numa proposta de paz dos EUA. O texto, segundo ele, já foi considerado por essas partes.
As partes envolvidas ainda não concordaram com um cessar-fogo temporário nem com a proposta de paz norte-americana. Boulos disse, no entanto, que a ideia pode ser encaminhada ao Conselho de Segurança da ONU e ao conselho de paz de Trump.
Entre na conversa da comunidade