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EUA condenam expulsão de diplomata israelense pela África do Sul

Estados Unidos condena expulsão de diplomata israelense pela África do Sul, afirmando que medida privilegia política de ressentimento em detrimento dos sul-africanos

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  • EUA condenam a decisão da África do Sul de expulsar o diplomata de Israel, chamando a medida de política de queixas prioritária.
  • O porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, disse que expulsar alguém por denunciar vínculos do Congresso Nacional Africano com Hamas e outros radicais antissemitas privilegia a política de queixas em detrimento do bem do país.
  • A embaixada da África do Sul em Washington ainda não comentou o episódio.
  • Na sexta-feira, a África do Sul declarou persona non grata o chefe da missão israelense no país e determinou sua saída em 72 horas.
  • Israel respondeu expulsando o representante sênior da África do Sul em Israel, em meio a tensões que envolvem um processo na Corte Internacional de Justiça sobre Gaza.

O governo dos Estados Unidos condenou a decisão da África do Sul de expulsar o principal diplomata de Israel no país, anunciada na semana passada. Em Washington, a decisão foi classificada como prioritização de política de ressentimento, em detrimento do bem do país africano e de seus cidadãos. A declaração ocorreu poucas horas após a África do Sul declarar o diplomata israelense persona non grata e exigir sua saída em 72 horas.

Segundo o Departamento de Estado, a expulsão é vista como uma violação de normas diplomáticas consideradas inaceitáveis. O porta-voz adjunto Tommy Pigott afirmou, em rede social, que a medida sublinha uma política de ressentimento em vez de interesse nacional. O governo sul-africano não comentou imediatamente o episódio.

A resposta de Israel não tardou: o país expulsou o representante sênior da África do Sul em território israelense. A tensão entre os dois países se intensificou desde 2024, quando a África do Sul levou um caso de Genocídio ao Tribunal Internacional de Justiça, em protesto às ações de Israel na Faixa de Gaza.

Contexto e desdobramentos

A controvérsia ocorre em meio a críticas internacionais mais amplas ao conflito na Gaza, com organizações de defesa de direitos humanos e especialistas discutindo violações. Israel nega as acusações, afirmando agir em legítima defesa após ataques do Hamas em outubro de 2023.

A situação também influencia relações com os EUA, já marcadas por desentendimentos diplomáticos e ações de política externa envolvendo Pretoria. Relatos indicam pressão americana sobre a África do Sul, incluindo medidas de cooperação e impacto econômico, adotadas em resposta ao cenário regional.

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