- A Justiça da França censou buscas na sede da plataforma X na França e convocou Elon Musk para depor em abril, no âmbito de uma investigação sobre possíveis ilicitudes da rede social.
- A apuração, iniciada em 2025, envolve suposto viés em algoritmos, promoção de conteúdos negacionistas e disseminação de imagens sexuais falsas pelo Grok, IA ligada à plataforma.
- A Promotoria agendou audiências voluntárias em Paris para Musk e Linda Yaccarino em 20 de abril de 2026; funcionários dos escritórios na França também serão ouvidos entre 20 e 24 de abril.
- Diferentemente de casos envolvendo a Kick, a Justiça optou por depoimentos voluntários com “abordagem construtiva” para analisar fatos e cumprimento da lei.
- O caso alimenta debates sobre democracia e moderação de conteúdo, com críticas da plataforma e investigações internacionais, incluindo uma intervenção recente da Comissão Europeia sobre imagens geradas pelo Grok.
A Justiça da França determinou buscas e apreensões nos escritórios da plataforma X na França para esta terça-feira, 3 de abril de 2026. Ao mesmo tempo, chamou Elon Musk para depor em abril, em Paris, por supostas ilicitudes associadas à rede social.
A investigação foi iniciada em 2025, após denúncias de deputados sobre possível viés no funcionamento dos algoritmos da X. Outros aspectos sob escrutínio envolvem a divulgação de imagens de pornografia infantil, conteúdos negacionistas e imagens falsas geradas pelo Grok, a IA da plataforma.
Segundo o Ministério Público, citações de audiências voluntárias foram enviadas para Musk e Linda Yaccarino, ex-CEOs da empresa, com datas em 20 de abril de 2026. A promotoria destacou que as entrevistas visam permitir que as partes apresentem sua posição sobre os fatos.
Funcionários dos escritórios da X na França também foram chamados para depor como testemunhas entre os dias 20 e 24 de abril. A abordagem, segundo a promotoria, busca esclarecer as mudanças nos algoritmos e nas políticas de moderação.
Ao contrário de outro caso envolvendo a Kick, a Justiça francesa optou por um depoimento voluntário de Musk e de Yaccarino, com uma linha de atuação considerada construtiva pela autoridade. Não houve prisão anunciada até o momento.
A investigação teve impulso após denúncias de deputados governistas e de oposição sobre riscos à democracia, pela suposta redução da diversidade de vozes e por intervenções de gestão na plataforma. A X nega as acusações.
A plataforma também é alvo de atenção internacional, com críticas norte-americanas e uma investigação da Comissão Europeia sobre o Grok e conteúdos gerados que envolvem menores e imagens sexualizadas.
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