- Lula pretende zerar as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros em encontro com o presidente Donald Trump, previsto para março, segundo o vice‑presidente Geraldo Alckmin.
- Alckmin afirmou que as exportações brasileiras para os EUA caíram de 37% para 22% após o tariffasso, e que não há razão para manter tarifas.
- Hoje há tarifa de 10% sobre parte das exportações, após recuo de 40% imposto por Trump; produtos agrícolas e parte da indústria ainda enfrentam tarifas até 50%.
- A reunião entre Lula e Trump foi definida em telefonema de cerca de cinquenta minutos em 26 de janeiro.
- Em paralelo, o governo destacou que houve preocupação com tarifas de carne bovina brasileira em conversa de Alckmin com a China após sua assunção, e o senador Flávio Bolsonaro tem visitado o Oriente Médio buscando apoio internacional.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mira zerar as tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros em encontro previsto com o presidente americano Donald Trump, em março. A declaração foi feita nesta terça (3).
Segundo Alckmin, a participação brasileira nas exportações para os EUA caiu de 37% para 22% após o recuo de tarifas, e a ideia é zerar o tarifaço, já que não há razão para mantê-lo. Ele ponderou que o foco será em produtos agrícolas e na indústria, ainda com tarifas elevadas em alguns itens.
Atualmente, as exportações brasileiras pagam tarifa de 10% após o recuo de tarifas adicionais de 40%. O ministro destacou que alguns itens ficaram fora do recuo e que a indústria ainda enfrenta tarifa de 50% em determinados setores.
Detalhes da agenda e contexto
A viagem de Lula a Washington foi acordada em telefonema de cerca de 50 minutos com Trump, em 26 de janeiro. No diálogo, Lula também reclamou da ausência de uma cadeira para a Palestina no conselho de paz criado por Trump, além de tratar da situação venezuelana.
Dois dias após o telefonema, Alckmin assumiu a presidência e ligou para o vice-presidente da China, Han Zheng. A nota oficial apontou preocupação com a taxa de 55% imposta à carne bovina brasileira.
Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está em viagem pelo Oriente Médio, com a promessa de retomar laços entre o Brasil e Israel e Bahrein. A atuação busca apoio de lideranças conservadoras internacionais.
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