- Em 29 de dezembro, o Ministério Público ordenou a realocação de 287 obras do Museo de Arte Colonial, em Antígua, Guatemala.
- As peças foram temporariamente armazenadas no Palacio Nacional de la Cultura, em Guatemala City, e o museu foi fechado.
- Seis pinturas permaneceram no prédio devido à fragilidade para remoção.
- A decisão ocorreu após um processo legal aberto por um denunciador não divulgado, que alegou más condições de conservação.
- O edifício pertence à cidade de Antígua (Patrimônio Mundial da UNESCO); o acordo de uso com o Ministério da Cultura vence em 2032.
O Ministério Público da Guatemala efetuou, em 29 de dezembro, a remoção de 287 obras do Museo de Arte Colonial, em Antigua Guatemala. A ação foi ordenada pela Justiça e resultou no realocação emergencial das peças, que estavam no edifício do século XVIII há 89 anos. O museu permaneceu fechado após a operação.
As obras foram transferidas para o Palacio Nacional de la Cultura, na Cidade da Guatemala, onde ficam armazenadas temporariamente. Seis pinturas permanecem no interior do prédio devido à fragilidade e não puderam ser removidas sob guarda documental.
A decisão judicial partiu de um processo movido por um denunciante não identificado, que alegou más condições de conservação. A relocação foi concluída em duas semanas, encerrando com o fechamento do museu.
Contexto histórico e gestão do acervo
O Museo de Arte Colonial abriu em 1936 em um prédio histórico que abrigou a Universidad de San Carlos. O espaço é propriedade da cidade de Antigua, reconhecida como Patrimônio Mundial pela UNESCO desde 1979. A gestão da coleção ficou a cargo do Ministério da Cultura, com contrato de uso concedido pela cidade até 2032.
Conservação e controvérsias
Relatos indicam que a decisão judicial se baseou em um relatório do Conselho Nacional para a Proteção da Antigua Guatemala (CNPAG), solicitado pelo MP em 2025. O parecer apontou necessidade de restauração apenas para dez obras, sugerindo intervenção in situ.
Especialistas ressaltam riscos de conservação: condições de temperatura, umidade e ventilação, somados a mudanças abruptas, podem causar danos irreversíveis a materiais como madeira e pintura. A remoção emergencial, porém, levantou preocupações sobre o manejo adequado das obras.
Estado atual e próximos passos
Quase todas as obras já estão em guarda provisória, com apenas as seis grandes pinturas ainda no local por motivos de fragilidade. A diretora do museu, Blanca Betancourt, e o ministro da Cultura, Liwy Grazioso, destacam a necessidade de avaliação detalhada das condições da coleção e de decisões sobre exposição futura, em Antigua ou em outra instituição.
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