- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ao enviado especial americano Steve Witkoff, em encontro nesta terça-feira, que Teerã é improvável cumprir qualquer acordo.
- O escritório de Netanyahu informou que ele deixou claro que as promessas do Irã não podem ser confiáveis.
- Participaram do encontro o chefe da agência de espionagem israelense, David Barnea; o ministro da defesa, Israel Katz; e o comandante militar, Eyal Zamir.
- Fontes iranianas disseram à Reuters que as três condições para retomar as negociações incluíam zero enriquecimento, limites ao programa de mísseis e fim ao apoio a proxies, demandas consideradas inaceitáveis pelo Irã.
- As negociações nucleares entre Irã e Estados Unidos devem ser retomadas na sexta-feira, em território turco; o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já sinalizou que poderiam ocorrer ações militares se não houver acordo.
Benjamin Netanyahu disse ao enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, nesta terça-feira, que Teerã dificilmente cumpriria qualquer acordo sobre o programa nuclear. A declaração ocorreu em Jerusalém, durante a retomada dos esforços diplomáticos.
Segundo o gabinete do primeiro-ministro, Netanyahu reforçou que o Irã provou repetidamente não ser confiável em promessas. A reunião contou com a participação de autoridades de defesa e segurança de Israel.
Participaram também do encontro o chefe do serviço de inteligência israelense, David Barnea, o ministro da Defesa, Israel Katz, e o comandante militar Eyal Zamir. Fontes ianques confirmaram as presenças.
Contexto das negociações
A Reuters informou na semana passada que Washington apresentou três condições para retomar as conversações: zerar o enriquecimento de urânio, limitar o programa de mísseis balísticos e suspender o apoio a proxies regionais. Israel vê esses pontos como cruciais.
As conversas com o Irã devem ocorrer na sexta-feira, em Turquia. Os EUA sinalizaram que ações militares podem ocorrer caso o acordo não seja alcançado, elevando a tensão regional com o Irã.
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