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Polícia estadual da Nigéria acusa ex-ministro da Justiça Malami por terrorismo

Ex-ministro da Justiça Abubakar Malami e o filho são acusados de cinco crimes ligados ao terrorismo e posse de arma sem licença; defesa nega, prisão mantida até o julgamento em fevereiro

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  • A polícia de Estado da Nigéria acusou o ex-ministro da Justiça Abubakar Malami e seu filho, Abdulaziz, de cinco crimes relacionados ao terrorismo e posse de armamento.
  • As acusações chegam meses depois de Malami ser indiciado, junto com o filho, por lavagem de dinheiro em outro processo.
  • Os acusados teriam, em novembro de 2022, ajudado financeiramente o terrorismo ao se recusar a processar financiadores de atos terroristas cujos casos foram encaminhados a ele.
  • Ambos se declararam não culpados e permanecem detidos sob a custódia do Departamento de Segurança de Estado, até o início do julgamento em 20 de fevereiro, após recusa de fiança oral.
  • A denúncia atual se soma a outras ações judiciais de Malami, incluindo processos de lavagem de dinheiro e um caso de confisco de ativos, em andamento na Justiça Federal.

O grupo policial estadual da Nigéria apresentou Abubakar Malami, ex-ministro da Justiça, e o filho Abdulaziz Malami a cinco acusações ligadas a terrorismo e uso indevido de armas. A ação ocorre meses depois de a agência de crimes financeiros atribuir a eles crimes de lavagem de dinheiro.

Os promotores afirmam que Malami, em novembro de 2022, teria ajudado, com conhecimento, no financiamento de terrorismo ao deixar de processar suspeitos financiadores de atos terroristas cujos arquivos foram encaminhados a ele na época em que atuava como procurador-geral.

Os dois declararam-se inocentes e permaneceram sob custódia do Department of State Security, até início do julgamento marcado para 20 de fevereiro, após recusarem fiança oral. A audiência ocorre em meio a outras acusações pendentes contra Malami.

Malami já enfrentava investigações por lavagem de dinheiro, com 16 acusações divulgadas em dezembro do ano passado, envolvendo bilhões de nairas. Também tramita processo de apreensão de ativos relacionado.

Defesa informou que Malami e o filho estavam detidos há duas semanas e levados do hospital à audiência, mas o juiz exigiu uma formalização do pedido de fiança. Procuradores afirmaram que, em dezembro de 2025, foram encontrados em posse de arma e munições sem licença válida.

As acusações previstas pela lei nigeriana estão conectadas aos fatos descritos pela acusação. A defesa não apresentou parecer final no momento. A cobertura é predominantemente de caráter jurídico, com foco nas evidências e nos procedimentos.

Redação e edição: Camillus Eboh, Chijioke Ohuocha e Chris Reese. Fonte: Reuters.

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