- Josh D’Amaro, 54 anos, assume o cargo de CEO da Walt Disney Company, sucedendo Bob Iger e tornando-se a oitava pessoa a liderar a empresa em 102 anos.
- Desde 2020, ele está à frente da divisão Experiences (parques temáticos, cruzeiros e produtos), responsável por grande parte do crescimento da empresa, com receita de US$ 36 bilhões no ano fiscal de 2025.
- A Disney planeja um investimento de US$ 60 bilhões para expansão, incluindo quase dobrar a frota de cruzeiros para 13 navios até 2031 e novos terrenos temáticos, como em Paris.
- A nomeação encerra mais de um ano de especulação; Dana Walden foi promovida a presidente e diretora de criação para reforçar a área criativa.
- A liderança ocorre em meio a desafios recentes, como custos elevados, queda na receita operacional no primeiro trimestre e pressões no streaming, com ajustes após a gestão de Chapek e retorno de Iger.
Josh D’Amaro assumiu o cargo de CEO da Walt Disney, sucedendo Bob Iger e tornando-se a oitava pessoa a chefiar a empresa com mais de um século de atuação. A nomeação foi anunciada após processo conduzido pelo conselho, envolvendo o presidente James Gorman. A Disney tem como foco retornar ao crescimento sob liderança de D’Amaro.
A oficialização ocorreu após a conclusão de uma busca que mobilizou mais de 100 candidatos, incluindo executivos como Dana Walden e Alan Bergman. O anúncio foi feito com a participação de Iger e de Gorman, que comunicaram a escolha ao atual presidente da divisão Experiences antes de contatar familiares.
Desde 2020, D’Amaro dirige a divisão Experiences, núcleo de parques temáticos, cruzeiros e produtos de consumo da Disney. Ele liderou investimentos que elevaram a lucratividade da unidade, que gerou 36 bilhões de dólares em receita no ano fiscal de 2025 e conta com cerca de 185 mil funcionários.
Durante a passagem pela Disney, D’Amaro também supervisionou expansão de parques e a estratégia de experiências imersivas, incluindo o planejamento de novos terrenos e atrações, além de operações de cruzeiros e hotéis. A empresa cresce em parques, com promessa de ampliar a frota de navios-cruzeiro para 13 até 2031.
A Disney enfrenta desafios, como ventos contrários ao turismo internacional e custos de lançamentos, além de impactos na área de streaming. O quadro inclui queda de receita operacional no primeiro trimestre fiscal e ajustes envolvendo o segmento de mídia diante da concorrência de serviços online.
Para reforçar a área criativa, a Disney promoveu Dana Walden a presidente e diretora de criação, com reporte direto a D’Amaro, visando alinhamento entre narrativa, marca e negócios. A equipe de entretenimento continua a responder pela produção de conteúdo que sustenta parques e lançamentos.
Entre as metas anunciadas, a Disney apontou projetos de expansão global, incluindo um terreno em Paris que ampliará significativamente a propriedade. A companhia também sinalizou aumento de investimentos em parques, resorts e experiências, mantendo o foco na integração entre personagens, histórias e operações.
A trajetória de D’Amaro na empresa remonta a 1993, com passagens por finanças, operações e liderança em parques nos EUA e no exterior. A nomeação encerra um período de especulação sobre a sucessão, com a direção buscando uma transição estável de poder. Bloomberg acompanhou o anúncio.
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