- Novo lote de Epstein Files foi divulgado pelo Departamento de Estado na sexta-feira 30, reunindo mais de 5,3 mil arquivos com mais de 38 mil referências a Trump, Melania, ao clube Mar-a-Lago e a outros termos.
- A proximidade entre Trump e Epstein é conhecida há anos; o presidente prometeu transparência na publicação dos arquivos, mas recuou diante de pressões internas.
- Analistas avaliam que o tema pode impactar a popularidade de Trump e a disputa nas eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, com 435 cadeiras na Câmara e 35 no Senado.
- O Departamento de Justiça afirmou que alguns documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas apresentadas antes da eleição de 2020; o caso continua em evidência apesar disso.
- Entre os nomes mencionados nos arquivos estão Bill Clinton, Hillary Clinton, Peter Mandelson, Elon Musk e Richard Branson, entre outros.
Jeffrey Epstein volta a ganhar destaque na pauta política dos EUA com a divulgação de novos arquivos pelo Departamento de Estado na sexta-feira, 30. O material envolve o caso de abuso de menores que já tem décadas de investigações, incluindo menções a Donald Trump e a outras figuras públicas. Embora não mude o peso das evidências, o conjunto reaviva discussões sobre relações entre Epstein e apoiadores de Trump.
O lote traz mais de 5,3 mil documentos com referências a Trump, Melania Trump, o clube Mar-a-Lago, entre outros termos. Analistas apontam que a divulgação reacende questionamentos sobre a proximidade entre o presidente e Epstein e pode influenciar a percepção pública durante o pleito de meio de mandato.
Para especialistas como Fernanda Brandão, coordenadora do curso de Relações Internacionais do Mackenzie Rio, o tema é delicado para Trump, que prometeu transparência e, segundo ela, pode gerar fissuras na base de apoio. As eleições de 3 de novembro definem o equilíbrio entre Câmara e Senado.
O cenário eleitoral também é marcado por inflação alta, custo de vida pressionado e controvérsias envolvendo ações de agentes federais de imigração. Professora Brandão afirma que o episódio pode impactar a popularidade do governo, com potencial de perda de apoio em pelo menos uma das casas do Congresso.
Além disso, o caso Epstein continua pairando sobre a Casa Branca, com parte do material publicizado em salvaguarda de vítimas e outras informações ainda sob censura. Especialistas destacam que novas divulgações podem surgir e envolver mais figuras públicas, inclusive Trump.
A divulgação integra o conjunto conhecido como Epstein Files, resultado de investigações entre 2006 e 2009. O Departamento de Justiça, em nota, afirma que alguns documentos contêm alegações falsas apresentadas antes das eleições de 2020.
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