- Volodymyr Vasyliev, 66 anos, é trabalhador ferroviário que está há 24 horas consertando tubulações para manter a calefação de um prédio da era soviética.
- Ataques russos tocam o sistema de aquecimento e energia, deixando Kyiv e outras cidades sem serviço por longos períodos, com temperaturas de até −20 °C.
- Moscou retomou os ataques, derrubando o aquecimento de mais de mil torres residenciais na capital.
- Cerca de 250 operários ferroviários foram deslocados pelo país para Kyiv; já restabeleceram aquecimento ou água em 160 edifícios.
- A população mostra resiliência: pesquisa aponta que 65% estão prontos a continuar lutando, e pouco mais da metade não aceitaria ceder toda a região de Donetsk.
Volodymyr Vasyliev, 66 anos, é um funcionário da ferrovia que trabalha 24 horas para reparar canos estourados em um edifício da era soviética em Kyiv. Ação faz parte de um esforço técnico para manter aquecimento durante o inverno de guerra.
A ofensiva russa contra a infraestrutura de energia deixou bairros sem calor e água por longos períodos. As quedas de temperatura em Kyiv chegaram a -20 °C, dificultando a vida de moradores e intensificando a operação de reparo.
Vasyliev integra um grupo de quase 250 trabalhadores ferroviários convocados para apoiar a recuperação do sistema. Até o momento, o grupo já restaurou aquecimento ou água em cerca de 160 prédios.
Durante visita da Reuters, Vasyliev percorreu um porão escuro, improvisando com ferramentas e consumíveis enquanto outros colegas trabalhavam. Em casa, o rescaldo de um corte de energia trouxe lembranças de trabalho intenso.
Em relação ao contexto, as autoridades relatam que a ofensiva contínua tem objetivo de pressionar a população por meio de interrupções no fornecimento. As medidas afetam majoritariamente áreas urbanas densamente povoadas.
Paralelamente, pesquisas de opinião destacam resistência e determinação dos entrevistados. Uma sondagem recente aponta que a maioria está disposta a manter o esforço até a vitória. O otimismo persiste, mesmo diante das dificuldades.
A sondagem também indica que a população não está disposta a ceder território estratégico, mantendo firme a posição sobre o Donbas, conforme as leituras divulgadas pelo instituto. Os dados ajudam a mapear o pulso da nação.
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