- Um time ligado ao Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI), chefiado pela chefe de espionagem dos EUA, Tulsi Gabbard, investigou máquinas de votação em Porto Rico em maio passado, com objetivo de checar supostas falhas de segurança e vulnerabilidades nos sistemas eleitorais da ilha.
- Fontes disseram que a investigação buscava colaborar com o FBI para apurar alegações de que a Venezuela teria hackeado as urnas, mas não houve evidência clara de interferência nas eleições locais.
- O ODNI informou que houve lacunas de segurança nas máquinas de Porto Rico, atribuídas ao uso de tecnologia celular vulnerável e a falhas de software que poderiam permitir acesso remoto aos sistemas eleitorais.
- A assessoria de Gabbard confirmou a investigação de maio e disse que não houve ligação com a Venezuela, destacando que o foco foi a vulnerabilidade dos sistemas eletrônicos de votação. Também afirmou que a retirada de máquinas e dados foi prática comum em análises forenses.
- A operação contou com envolvimento do FBI na região da Flórida e não houve presença física de Gabbard no local, apenas coordenação institucional; autoridades locais afirmam que não há evidências públicas de interferência estrangeira nas eleições de Porto Rico.
A oficina do diretor de inteligência nacional (ODNI) ligada a Tulsi Gabbard realizou, em maio passado, uma investigação sobre as máquinas de votação em Porto Rico. O objetivo era colaborar com o FBI para apurar alegações de possível hackers venezuelanos no território norte-americano, mas não houve evidências claras de interferência nas eleições locais.
Segundo fontes, a equipe retirou um número não especificado de máquinas de votação de Porto Rico e cópias adicionais de dados para análise forense. O governo de Gabbard afirmou que a retirada de hardware e dados é prática comum em perícias, e que o foco foi identificar vulnerabilidades nos sistemas eletrônicos de votação.
A ODNI informou que lacunas de segurança nas máquinas de Porto Rico decorrem do uso de tecnologia celular vulnerável e de falhas de software que poderiam permitir acesso a sistemas eleitorais críticos. A operação parece ter sido parte de um esforço da administração Trump para investigar alegações não comprovadas de fraude eleitoral, segundo as fontes.
Contexto e desdobramentos
O governo venezuelano não respondeu a pedidos de comentário sobre o assunto. Em Porto Rico, os residentes são cidadãos dos EUA, mas não votam na eleição presidencial nem elegem representantes com voz no Congresso. A operação envolve o FBI (filial da Flórida) e agentes ligados a um grupo de segurança nacional que acompanhava o tema de vulnerabilidade de eleições.
A equipe de Gabbard afirmou que o Escritório do Procurador dos EUA em Porto Rico, agentes de investigações de segurança interna e um agente especial supervisor do FBI facilitaram a entrega voluntária de hardware e software de votação para a análise do ODNI. A notícia também ressalta que a discussão sobre fraude eleitoral tem sido pauta frequente entre apoiadores de Trump desde a derrota de 2020.
Alguns especialistas em segurança destacam que questões de gestão eleitoral costumam ser tratadas por órgãos de aplicação da lei, não por serviços de inteligência. O gabinete de Gabbard afirma ter autoridade para conduzir a investigação, citando mandato para coordenar questões de segurança eleitoral.
Observações adicionais
A reportagem ressalta ainda que a operação de Porto Rico ocorreu em contexto de tensões sobre supostas interferências estrangeiras em eleições americanas. A presença de Gabbard na esfera de investigações domésticas, inclusive em ações que envolveram operações do FBI, gerou preocupações entre especialistas sobre limites de atuação de órgãos de inteligência em assuntos internos.
A nota oficial do ODNI reforça que o objetivo foi entender vulnerabilidades em sistemas de votação usados em Porto Rico, com base na autorização legal para coordenar informações relacionadas à segurança eleitoral. O texto enfatiza que não há evidência pública de violação venezuelana confirmada nas eleições do território.
Entre na conversa da comunidade