- O ministro da Energia da Ucrânia alertou que os cortes de energia podem piorar e que ataques russos podem continuar na próxima semana.
- Mais de duzentas equipes de emergência trabalham em Kyiv para restabelecer o aquecimento, com mais de 1.100 edifícios ainda sem aquecimento.
- Há falhas significativas na geração de energia, o que pode ampliar os horários de cortes.
- Autoridades garantem que prédios em recuperação receberão eletricidade por 18 horas diárias.
- A premiê Yulia Svyrydenko informou que, desde o início do ano, foram registrados 217 ataques russos ao sistema de energia, com ajuda de centenas de geradores de países europeus e do UNICEF.
O ministro da Energia da Ucrânia alertou nesta quarta-feira que os cortes programados de energia podem piorar nos próximos dias, e que forças russas podem realizar novos ataques aéreos para desativar redes de energia e aquecimento. A informação foi divulgada após uma reunião diária de autoridades sobre o tema.
Denys Shmyhal afirmou que mais de 200 equipes de emergência atuam em Kyiv para restabelecer o aquecimento em prédios, após uma série de ataques massivos russos em janeiro. A prefeitura da capital informou que mais de 1.100 edifícios seguem sem aquecimento.
A situação energética permanece crítica, conforme o ministro, com déficits na geração ainda significativos e a possibilidade de agravamento dos horários de interrupção no fornecimento. Ele destacou que há intenção de manter 18 horas de eletricidade diárias para edifícios com restabelecimento de aquecimento mais demorado.
Ação de autoridades e impactos urbanos
A primeira-ministra Yuliya Svyrydenko informou que, desde o início do ano, foram contabilizados 217 ataques russos ao sistema energético do país. Ela citou apoio humanitário, incluindo centenas de geradores fornecidos por países europeus e pela UNICEF.
O presidente Volodymyr Zelenskiy declarou que a situação em Kyiv é mais grave do que em outras cidades, com recursos sendo redirecionados à capital e also para Kharkiv, a segunda maior cidade. Ele mencionou que a ofensiva recente envolveu drones e um grande número de mísseis balísticos, priorizando instalações energéticas, e ocorreu na véspera de negociações entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos.
As informações foram reunidas pela agência Reuters, com reportagem de Ron Popeski e Oleskandr Kozhukhar e edição de Himani Sarkar.
Entre na conversa da comunidade