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Pai de criança abusada por funcionária de creche, frustrado com deportação

Pai de criança abusada lamenta deportação da agressora polonesa, que cumpre oito anos de prisão, sob programa de remoção antecipada

Roksana Lecka was convicted of 21 counts of child cruelty while working at two London nurseries in 2023 and 2024.
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  • Roksana Lecka, cidadã polonesa, foi condenada em Londres a oito anos de prisão por crueldade contra vinte e uma crianças em duas creches entre 2023 e 2024.
  • Ela será deportada para a Polônia na quinta-feira, sob o Early Removal Scheme, sem precisar cumprir o restante da pena no exterior.
  • O pai de uma das vítimas disse estar irritado e frustrado com a deportação, após o tempo investido no processo e na sentença.
  • Famílias temem que Lecka possa prejudicar outras crianças na Polônia; ela recebeu várias recusas de fiança durante a prisão preventiva.
  • Críticos dizem que o esquema acelera a remoção de estrangeiros sem exigir o cumprimento integral da pena; mudanças recentes reduziram o tempo mínimo para elegibilidade.

O pai de uma criança vítima de maus-tratos por uma cuidadora em Londres afirmou estar “em choque e frustrado” com a deportação da trabalhadora para a Polônia, prevista para quinta-feira. Roksana Lecka, nacional polonesa, recebeu oito anos de prisão em setembro por 21 acusações de crueldade infantil.

Lecka foi considerada culpada por bater, socar, beliscar e chutar crianças de 18 meses a 2 anos em dois berçários da capital britânica durante 2023 e 2024. A sentença de oito anos foi dada pelo juiz Plaschkes KC, que descreveu as ações como violência gratuita e sadismo.

Apesar da pena severa, familiares das vítimas foram informados de que Lecka seria deportada sob o regime de remoção antecipada para estrangeiros, sem a obrigação de cumprir o restante da pena no outro país. A família teme que a criminosa possa prejudicar outras crianças na Polônia.

Progride-se com o caso

O pai citou que, após a sentença, houve sensação de alívio temporário de que o caso estaria encerrado, mas a notícia da deportação causou novo abalo. Ele lembrou o custo público e o trauma do julgamento, que, segundo ele, pareceram em vão diante da remoção prematura.

Além disso, as famílias destacaram preocupação com a possibilidade de Lecka fugir para a Polônia. Ela não pôde recorrer de modo eficaz à fiança, foi considerada risco à fuga e à segurança pública durante o período em custódia cautelar.

Repercussões políticas e legais

A deputada Munira Wilson, do Lib Dem, disse que as famílias ficaram horrorizadas com a deportação. Ela ressaltou que a decisão levanta dúvidas sobre a justiça de criminosos relevantes que não cumprem integralmente a pena no Reino Unido.

Os parlamentares informaram que, por contarem com tempo de prisão durante o regime de remessa, Lecka tornou-se elegível para deportação em outubro de 2025. Ela terá veto definitivo para retornar ao Reino Unido.

Contexto legislativo

Mudanças no regime de remoção antecipada reduziram o tempo mínimo da pena que estrangeiros devem cumprir antes da deportação, de 50% para 30%. Criticistas afirmam que novas alterações poderão permitir deportações ainda mais rápidas após a condenação.

Especialistas em direito de refúgio questionaram se a política prioriza a remoção sobre a justiça criminal, argumentando que isso pode afastar vítimas da percepção de responsabilização completa. O Ministério do Interior foi contatado para manifestação.

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