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Saif al-Islam Gaddafi, filho do ex-líder líbio, é morto, dizem autoridades

Saif al-Islam Gaddafi é morto a tiros na casa em Zintan por quatro homens mascarados, destacando potencial reconfiguração política na Líbia

Saif al-Islam Gaddafi was one of the most important symbolic figures of the post-2011 era in Libyan politics.
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  • Saif al-Islam Gaddafi, filho do ex-líder Muammar Gaddafi, morreu por ferimentos de arma de fogo em Zintan, a 85 milhas ao sudoeste de Trípoli, na noite de terça-feira, segundo o Ministério Público da Líbia.
  • O gabinete dele afirmou que foi morto em casa por quatro homens mascarados que invadiram o imóvel.
  • O Ministério Público informou que investiga o caso, despachou peritos forenses à região e não deu mais detalhes.
  • Gaddafi já teve participação histórica na política líbia após 2011 e foi alvo de mandato do Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade; uma corte de Trípoli o condenou em 2015.
  • A morte pode aumentar tensões entre facções pró-Gaddafi no país, que permanece dividido entre dois governos rivais.

Saif al-Islam Gaddafi, filho do falecido líder Muammar Gaddafi, foi morto em uma vila a sudoeste de Trípoli, segundo autoridades libanesas. A morte ocorreu na noite de terça-feira, em Zintan, a 85 milhas da capital, e foi confirmada pelo Ministério Público da Líbia. A chamada oficina de advogados do país informou que a vítima morreu de ferimentos a bala.

Segundo o Ministério Público, investigadores foram acionados e equipes forenses foram enviadas ao local para apurar as circunstâncias do fato. O gabinete de Saif al-Islam afirmou que ele foi morto em casa por homens mascarados, num ataque descrito como assassinato.

Contexto político

Ao longo dos anos, Saif al-Islam esteve entre as figuras mais influentes da Libia após 2011, mesmo sem cargo formal. O caso levanta incertezas sobre as consequências para as facções pró-Gaddafi e o atual cenário de poder no país, que permanece dividido entre governos rivais.

Gaddafi ganhou notoriedade internacional após liderar um reformismo inicial antes de apoiar a repressão às manifestações de 2011. Em 2011, o Tribunal Penal Internacional abriu investigação por crimes contra a humanidade. A busca por suspeitos e a coleta de provas seguem em andamento, conforme anunciado pelo Ministério Público.

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