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Agentes do ICE em Oregon não podem prender pessoas sem mandado, decide juiz

Liminar proíbe prisões sem mandado em operações migratórias em Oregon, exceto quando há risco de fuga

Federal agents attempt to keep protesters back outside a downtown ICE facility on 5 October 2025 in Portland, Oregon.
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  • O juiz federal Mustafa Kasubhai concedeu uma liminar que proíbe prisões de imigrantes sem mandado no Oregon, salvo quando houver probabilidade de fuga.
  • A ação coletiva acusa o Departamento de Segurança Nacional de prender imigrantes durante operações de fiscalização, prática criticada como “prender primeiro, justificar depois”.
  • O DHS não comentou o pedido de comentário da Associated Press sobre a decisão.
  • Em depoimento, Victor Cruz Gamez, 56 anos, contou ter sido preso por três semanas, mesmo com permissão de trabalho válida, após ser parado no trânsito e encaminhado a um centro de detenção em Tacoma.
  • A liminar permanecerá em vigor enquanto o processo avança, e casos semelhantes já foram julgados em Colorado e Washington, DC, com o governo recorrendo.

O juiz federal Mustafa Kasubhai determinou que agentes de imigração em Oregon não podem prender pessoas sem mandado, salvo quando haja chances de fuga. A ordem é preliminar e vale enquanto tramita a ação coletiva contra o DHS.

A ação questiona a prática de prender imigrantes em operações de fiscalização ampliadas, muitas vezes sem mandado. O governo tem recorrido de decisões semelhantes em Colorado e DC, enquanto a defesa afirma cumprir leis de imigração.

Durante a audiência, testemunhou Victor Cruz Gamez, 56 anos, que diz ter sido detido por três semanas apesar de possuir permissão de trabalho válida e visto pendente. Ele relatou arrombamento de portões e uso de força durante a abordagem.

Kasubhai afirmou que prisões em Oregon, incluindo apontar armas durante detenções, foram “violentas e brutais” e que houve risco de violação de due process. O juiz ressaltou a necessidade de limites ao poder estatal.

Contexto do processo

O caso foi movido pela Innovation Law Lab, que sustenta que o governo não está seguindo a lei. A ONG defende que as detenções ocorram apenas com mandado ou quando haja provável fuga.

Próximos passos

O tribunal manteve a injunção preliminar, que permanece em vigor enquanto o processo continua. A equipe jurídica das partes deverá apresentar novas evidências e argumentos ao longo da ação.

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