- A audiência italiana sobre a extradição de Carla Zambelli foi remarcada para 10 de janeiro.
- Zambelli, condenada pelo STF a 10 anos de prisão por invadir sistemas do CNJ, fugiu para a Itália e é considerada foragida.
- A defesa pediu a troca de juízes; a Corte de Apelação em Roma deverá decidir sobre a contestação, o que adiou a análise da extradição.
- A ex-deputada segue sob custódia na Itália; o governo italiano apontou risco de fuga, e a perícia médica indicou que a saúde permite o regime carcerário.
- Se a extradição não for negada, o processo segue para a Corte de Cassação; se for aprovada, o ministro da Justiça poderá autorizar a extradição ao Brasil.
A audiência na Itália para decidir pela extradição de Carla Zambelli foi remarcada para 10 de janeiro. A ex-deputada foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por invadir sistemas do CNJ e fugiu para a Itália após a decisão. O caso tramita na Corte de Apelação em Roma.
Durante a sessão desta semana, a defesa de Zambelli pediu a troca dos juízes do caso. A magistratura ainda precisa definir se aceitará ou rejeitará a contestação apresentada. O adiamento ocorreu justamente por esse protocolo processual.
Antes desta nova data, a audiência já havia sido adiada por três vezes. A defesa alegou greve de advogados e apresentou novos documentos à corte, que não alteraram o curso do processo até o momento.
Zambelli foi condenada pela prática de invasão a sistemas do CNJ e deixou o Brasil em maio. Ela tem cidadania italiana e procurava tratamento médico, segundo divulgação inicial, o que motivou a ação da Justiça brasileira. O Ministério da Justiça italiano mantém a custódia.
A Justiça italiana decidiu manter a parlamentar presa para evitar risco de fuga. A defesa argumenta necessidade de tratamento médico, enquanto peritos apontam que enfermidades podem ser tratadas em regime prisional. O laudo também indica viabilidade de traslado ao Brasil, se autorizado.
Caso a Corte de Apelação confirme a extradição, o próximo passo envolve a Corte de Cassação. Depois, a decisão final fica a cargo do ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio. Se a extradição for negada, Zambelli pode deixar a prisão.
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