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Brasil e Rússia defendem ampliar parcerias comerciais em fórum

Brasil e Rússia fortalecem parcerias, defendem uso pacífico da energia nuclear e avançam em farmacêutica, indústria e segurança digital

Brasília, (DF) 05/02/2026 - O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, recebe o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, para participar da 8ª Reunião da Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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  • Brasil e Rússia defenderam ampliar parcerias comerciais e o uso pacífico da energia nuclear, conforme documento assinado durante o Fórum Empresarial Brasil-Rússia, realizado no Itamaraty, em Brasília.
  • O texto aponta interesse em ampliar radioisótopos medicinais para saúde, além de projetos conjuntos na geração de energia nuclear, ciclo de combustível e atualização da base jurídica da cooperação.
  • Houve destaque à cooperação multilateral e à rejeição de medidas coercitivas unilaterais, com menção à importância de ações para fortalecer o multilateralismo.
  • No campo agroindustrial, foi ressaltada a força da parceria, com possibilidades de ampliar importações e exportações e cooperação em pesquisa; o fluxo comercial em 2025 ficou em torno de US$ 11 bilhões.
  • Também foram citadas perspectivas de transferência de tecnologia, especialmente na área farmacêutica, cibersegurança e soberania digital, além de expansão de cooperação em indústria, energia e saúde.

Em Brasília, Brasil e Rússia se reuniram nesta quinta-feira, 5, no Itamaraty, para ampliar a cooperação econômica, com foco na melhoria de relações comerciais, energias e tecnologia. O torneio de debates ocorreu no Fórum Empresarial Brasil-Rússia, sob a liderança do vice-presidente Geraldo Alckmin e do primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin. O objetivo é aprofundar parcerias com fins pacíficos.

Os participantes assinaram uma declaração conjunta que reforça a promoção de usos da energia nuclear para fins pacíficos, incluindo geração de energia, ciclo de combustível e a atualização das bases jurídicas bilaterais. Também foi destacada a expansão da cooperação na indústria farmacêutica, médico-hospitalar, construção naval, indústria digital e segurança cibernética.

No plano multilateral, o documento destaca a defesa do diálogo e critica medidas coercitivas unilaterais, especialmente contra países em desenvolvimento. As autoridades enfatizaram que ações agressivas violam direitos humanos, prejudicam o desenvolvimento sustentável e desafiam soberania nacional.

À tarde, Alckmin e Mishustin enfatizaram a força da parceria comercial, especialmente no setor agrícola. Houve sinalização de aumento de importações e exportações, além de cooperação para pesquisa. O Brasil será visto como grande produtor de alimentos, enquanto a Rússia fornece insumos estratégicos.

O intercâmbio econômico entre 2025 registrou volume de cerca de US$ 11 bilhões, com maior participação de importações brasileiras. O vice-presidente citou a necessidade de diversificar a pauta para ampliar exportações de bens industrializados e estimular tecnologia, energia e saúde.

Mishustin ressaltou perspectivas de cooperação tecnológica, inclusive na transferência de tecnologias farmacêuticas, com foco em tratamentos para doenças como câncer e diabetes. O regulatório brasileiro deve acompanhar a avaliação de novos medicamentos russos.

Os russos destacaram avanços em cibersegurança e inteligência artificial, defendendo maior soberania digital para os dois países. As autoridades também sinalizaram interesse em projetos de longo prazo nos setores químico, energia, petróleo e gás, bem como exploração espacial.

O encontro reforça a busca por resultados práticos e benefícios concretos para Brasil e Rússia, com mecanismos de acompanhamento das iniciativas para acelerar resultados. O governo brasileiro aponta a relevância de ações que reflitam o tamanho das duas economias.

Fontes: governo brasileiro e governo russo.

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