- Em A Corunha, Espanha, 35 dos 85 participantes no cimeiro sobre IA militar assinaram uma declaração com 20 princípios para governar o uso da IA em conflitos, de forma não vinculante.
- Estados Unidos e China optaram por não assinar o acordo na cúpula Responsible AI in the Military Domain (REAIM).
- O documento reforça a importância da responsabilidade humana, de claras cadeias de comando e de compartilhar informações sobre supervisão nacional.
- O acordo reconhece a necessidade de avaliações de risco, testes robustos, treinamento e educação de pessoal que opera capacidades de IA militar.
- Países signatários de destaque incluem Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Holanda, Coreia do Sul e Ucrânia.
A Coruna, Espanha — Cerca de um terço dos países presentes em uma cúpula sobre IA militar concordou, nesta quinta-feira, com uma declaração para governar a implantação da tecnologia em conflitos, mas Estados Unidos e China optaram por não assinar. O encontro ocorreu no âmbito da conferência Responsible AI in the Military Domain (REAIM) na cidade espanhol.
Ao todo, 35 países dos 85 participantes assinaram o compromisso de 20 princípios que destacam responsabilidade humana sobre armas movidas por IA, cadeia de comando clara e compartilhamento de informações sobre supervisão nacional sempre que compatível com a segurança. O documento também enfatiza avaliações de risco, testes robustos e formação de pessoal que operará capacidades de IA militar.
Analistas observam que o acordo não é vinculante e que vários governos resistem a assinar políticas mais concretas, mesmo reconhecendo avanços rápidos na IA. Nos debates, alguns destacaram o dilema entre impor limitações responsáveis e não ficar atrás de adversários na corrida tecnológica.
Entre os signatários de destaque ficaram Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Países Baixos, Coreia do Sul e Ucrânia. A ausência dos EUA e da China reforça a percepção de uma divisão entre aliados ocidentais e potências com maior velocidade de desenvolvimento em IA.
O verão anterior contou com duas cúpulas anteriores, em Haia (2023) e Seul (2024), quando cerca de 60 nações apoiaram um esboço de ação sem compromisso legal. A edição de 2025 manteve o tom não vinculante, porém com maior número de signatários entre os presentes.
A Reuters apurou ainda que as tensões entre EUA e seus aliados europeus, somadas à incerteza sobre a orientação das relações transatlânticas, contribuíram para a hesitação de algumas delegações em subscrever o acordo.
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