- EUA e Rússia discutem a prorrogação do New START, o último tratado nuclear em vigor, que expira na quinta-feira, dia cinco.
- As conversas, em Abu Dhabi, ocorrem à margem de negociações sobre a Ucrânia; ainda não há acordo e a minuta precisa da aprovação de ambos os presidentes.
- O New START, em vigor desde 2010, estabelece limites ao arsenal nuclear e sua saída poderia tornar esses limites ineficazes.
- Juntos, EUA e Rússia respondem por mais de 85% das ogivas nucleares; estima-se que haja mais de 3.900 ogivas implantadas, com cerca de 2.100 em alerta (dados do SIPRI, começo de 2025).
- A delegação americana é liderada pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner; Vladimir Putin já sugeriu uma prorrogação de curto prazo, enquanto a Rússia criticou as ideias dos EUA; o principal entrave é o ceticismo em relação à China.
As delegações dos Estados Unidos e da Rússia buscam prorrogar o último tratado nuclear em vigor, o New Start, que expira nesta quinta-feira (5). A informação chegou ao portal Axios por meio de três fontes, sinalizando negociação em Abu Dhabi, às margens de reuniões sobre a Ucrânia. Ainda não houve indicativo de acordo entre as partes.
Segundo uma das fontes, o diálogo entre as potências permanece aberto, mas a minuta do plano precisa da aprovação de ambos os presidentes. As demais fontes ressaltaram que o documento ainda carece de consenso formal entre Washington e Moscou.
O New Start, vigente desde 2010, estabelece limites para o arsenal nuclear dos dois países. Seu fim poderia tornar menos restritas as quantidades de ogivas estratégicas em uso, com implicações para o equilíbrio global de segurança.
Dados do início de 2025 do SIPRI apontam que EUA e Rússia concentram mais de 85% das ogivas nucleares do mundo, com aproximadamente 3.900 ogivas implantadas. Destas, cerca de 2.100 estavam em alerta, associadas a mísseis balísticos, segundo o instituto.
A delegação americana que participa das negociações no Oriente Médio é chefiada pelo enviado especial Steve Witkoff, junto de Jared Kushner, ex-consilheiro da Casa Branca. Do lado russo, o líder do país, Vladimir Putin, já propôs uma prorrogação de curto prazo.
O governo russo reagiu com críticas após observar que as propostas foram, segundo o Ministério das Relações Exteriores, amplamente ignoradas. Em nota publicada nesta quarta-feira, Moscou afirmou que suas ideias não receberam o devido tratamento.
Um ponto central do impasse envolve as expectativas sobre a China, cuja força nuclear é menor, mas vem crescendo rapidamente. A administração norte-americana expressa ceticismo de que a China participe de um acordo de restrições ao mesmo tempo em que mantém avanços estratégicos.
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