- Em abril de dois mil e vinte e cinco, delegados da Organização Marítima Internacional em Londres buscaram um acordo global para reduzir emissões do setor de navegação, com cerca de mil duzentos delegados presentes.
- O documento previa redução da intensidade de combustível e participação em sistemas de comércio de carbono; 63 nações votaram a favor, 16 contra, 24 abstiveram, e os Estados Unidos não votaram.
- Em agosto, o secretário de Estado, Marco Rubio, e outros membros do governo disputaram o acordo, afirmando que não aceitariam um eventual marco ambiental internacional que prejudicasse o país.
- Em outubro, na Assembleia da IMO, os Estados Unidos tentaram impedir a votação, propondo adiar por um ano com apoio da Arábia Saudita; 57 votaram a favor do atraso, 49 contra e 21 se abstiveram.
- Sem um acordo vinculativo, países podem seguir com iniciativas regionais de carbono; a União Europeia já possui um regime, países africanos também avançam, e o comércio mundial de navios pode se organizar sem a participação dos EUA.
O governo dos Estados Unidos intensificou a pressão internacional contra um acordo sobre emissões de gases de efeito estufa no setor marítimo. A ação ocorre após a tentativa de Donald Trump de anexar a Groenlândia, que surpreendeu a Dinamarca e aliados. Em abril de 2025, delegados de 63 países chegaram a um acordo preliminar na Organização Marítima Internacional (IMO) sobre regras de descarbonização.
Durante a semana de negociações em Londres, cerca de 1.200 delegados presenciais e 550 online trabalharam para fechar pontos-chave do tratado. A meta era reduzir a intensidade de carbono das embarcações e criar mecanismos de comércio de carbono para navios com emissões acima do limite. O acordo recebeu ampla adesão, com 63 votos a favor, 16 contra e 24 abstenções; os EUA não votaram.
Na edição seguinte, o governo americano comunicou resistência ao texto. Em agosto, o secretário de Estado, Marco Rubio, e outros secretários afirmaram que o acordo imporia encargos indevidos aos EUA. Um memorando vazado indicou que países counterpartes poderiam enfrentar pressões para votar contra a proposta em futuras negociações.
Mesmo com a oposição americana, a maioria dos participantes seguia com as tratativas. Delegações de países como União Europeia, Reino Unido e China defenderam avanços vinculantes para cortar emissões, enquanto Rússia e Arábia Saudita votaram contra no momento central. A reunião de outubro da Assembleia da IMO definiria a adoção formal do texto, que enfrentou novo atraso.
Após tentativas de retardar o processo, o bloco liderado pelos EUA e seus aliados impulsionou uma votação para adiar por um ano a decisão sobre o acordo. A maioria de 57 países apoiou o atraso, 49 foi contra e 21 se abstiveram. Diante do impasse, muitos especialistas indicaram que o acordo poderia estar morto.
A consequência prática é a busca por mecanismos nacionais e regionais de redução de emissões no transporte marítimo. Países europeus já avançaram com regimes de carbono e países africanos planejam iniciativas semelhantes. Especialistas afirmam que a descarbonização do setor deve seguir independentemente de o acordo global ser aprovado.
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