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Jet privado de amigo de Trump usado pela ICE para deportar palestinos

Jet particular de empresário próximo a Trump é usado pela ICE para deportar palestinianos à Cisjordânia, suscitando perguntas sobre legalidade e política de remoção

A Guardian investigation has established the flight was part of a secretive US government operation to deport Palestinians arrested by ICE.
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  • Avião particular de Gil Dezer, empresário próximo a Donald Trump, foi usado pela ICE para deportar palestinianos para a Cisjordânia, em duas viagens até Tel Aviv (21 jan e 1 fev).
  • Em 21 de janeiro, oito palestinianos foram deixados em um posto de controle na Cisjordânia, ainda com algemas, após embarcarem no jato em um aeroporto próximo a um centro de remoção nos EUA.
  • O jato Gulfstream percorreu três paradas para reabastecimento (Nova Jersey, Irlanda e Bulgária) e também operou uma segunda operação semelhante em 1 de fevereiro.
  • A operação envolve a Journey Aviation, empresa da Flórida, com o jato sendo contratado pela ICE; Dezer afirma não ter conhecimento dos nomes ou do objetivo dos passageiros.
  • Organizações de direitos humanos dizem que os voos representam mudança de política de deportação em massa, com autoridades israelenses ajudando a encaminhar palestinianos para a faixa ocupada.

Dois voos com destino a Israel teriam usado um jato particular de alto luxo para transportar palestinos detidos pelos serviços de imigração dos EUA. Em 21 de janeiro, oito homens foram deixados em um posto de controle na Cisjordânia, após viajarem em uma aeronave Gulfstream de propriedade do empresário Gil Dezer, próximo ao círculo de Trump. A operação envolveu paradas de reabastecimento em New Jersey, Irlanda e Bulgária.

Dezer, empresário imobiliário da Flórida, é amigo de familiares de Donald Trump e figura em redes de apoio a Israel. O jato foi fretado pela Journey Aviation, empresa da Flórida, usada pelo ICE para o deslocamento desses indivíduos. A aeronave já havia operado voos de deportação anteriores para outros países, segundo registros públicos e organizações de direitos humanos.

A viagem de 21 de janeiro ocorreu com os passageiros algemados e vestidos com roupas prisionais. Ao chegar a Ben Gurion, foram levados a um posto de controle próximo a Ni’lin, na Cisjordânia, segundo relatos. A imprensa especializada descreve a chegada como parte de uma política de deportação em larga escala.

Outro grupo de palestinos foi transportado pela mesma aeronave em 1 de fevereiro, com destino a Tel Aviv e subsequente encaminhamento para a Cisjordânia, conforme apuração de veículos de informação. As autoridades norte-americanas não esclareceram custos, mas estimativas apontam gasto entre 400 mil e 500 mil dólares para os voos.

A operação atraiu críticas de organizações de direitos humanos, que chamam as viagens de parte de um sistema privado de deportação sem devida accountability. A narrativa aponta uma mudança de políticas associadas ao governo americano, mesmo com o sigilo característico de tais operações.

Relatos de moradores locais descrevem o impacto humano: deportados deixados em áreas rurais, sem contatos por horas, e famílias que ficaram sem notícias. O estado de saúde e o bem-estar dos deportados foram destacados por familiares, que relataram dificuldades para reconstruir vínculos.

As autoridades israelenses e norte-americanas não forneceram comentários sobre o papel de Israel na operação nem sobre o custo final dos voos. A imprensa internacional mantém a investigação em andamento para esclarecer detalhes legais e logísticos da cooperação entre autoridades e empresas privadas. Fontes: Guardian, +972 Magazine.

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