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Lula afirma que prioridade da Venezuela é democracia estável, não Maduro

Lula afirma que prioridade na Venezuela é democracia forte; retorno de 8 milhões depende de processo democrático, não da volta de Maduro

Presidente brasileiro citou interferências militares na América Latina e tentativas unilaterais de acordos comerciais com os EUA. (Foto: reprodução/Youtube Canal Gov)
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  • Lula disse que a prioridade na Venezuela é fortalecer a democracia, e não o retorno de Nicolás Maduro.
  • Maduro teria sido levado para ser julgado fora do país após uma operação militar dos Estados Unidos.
  • O presidente afirmou não saber se a gestão interina convocará eleições; defendeu que a responsabilidade é dos venezuelanos e mencionou ter tratado do tema com Donald Trump.
  • Disse que a América do Sul não deve ser palco de mais um conflito armado e que a região é uma zona de paz, sem armas nucleares.
  • Reforçou que o objetivo é crescer economicamente, fortalecer o processo democrático e melhorar a vida de milhões de latino-americanos.

Nesta quinta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a prioridade na Venezuela é fortalecer a democracia, não o retorno do ex-presidente Nicolás Maduro. Maduro foi levado para avaliação jurídica fora do país após uma operação militar dos EUA.

Em entrevista à colunista Daniela Lima, do UOL, Lula destacou que 8 milhões de venezuelanos que hoje estão no exterior poderiam retornar caso a democracia seja efetiva no país. A afirmação não aponta data para eventual retorno, apenas ressalta a preocupação com condições democráticas.

O presidente disse ainda que não sabe se a gestão interina venezuelana convocará eleições, mas defendeu que a responsabilidade pela organização do pleito cabe aos venezuelanos, mencionando ter tratado do tema com o presidente Donald Trump. Lula ressaltou que a América do Sul não deve ser palco de conflito armado.

Para ele, a região é uma zona de paz, sem armas nucleares, e o objetivo é crescer economicamente, fortalecer a democracia e melhorar a vida de milhões de latino‑americanos. A mensagem é de que a América Latina não pode continuar como uma parte pobre do mundo.

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