- Lula se reuniu com o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, no Itamaraty, em Brasília, para tratar da agenda bilateral e global.
- Mishustin liderou a delegação russa na VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN), criada em 1997.
- Os dois acordaram manter o ritmo de pactuações para produzir resultados concretos e reconheceram o potencial ainda pouco explorado do comércio bilateral.
- Em 2025, a relação comercial Brasil–Rússia somou US$ 10,9 bilhões, com US$ 1,5 bilhão em exportações brasileiras e US$ 9,4 bilhões em importações.
- A declaração conjunta reafirmou o compromisso com a parceria estratégica, a expansão da base econômico-comercial e a continuidade do papel do Brasil e da Rússia noBRICS, além de defender a zona de paz na América Latina e no Caribe.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, nesta quinta-feira, 5, no Palácio Itamaraty, em Brasília. O encontro teve como foco a agenda bilateral e assuntos globais, com a defesa de ampliar o comércio entre Brasil e Rússia. A reunião ocorreu durante a presença de Mishustin à VIII Reunião da CAN.
Mishustin liderou a delegação russa, composta por ministros e dirigentes de agências do governo, para a realização da CAN, criada em 1997. A comissão é coordenada pelo vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, e pelo chefe do governo da Rússia.
Segundo o Itamaraty, Lula destacou a necessidade de acompanhar as iniciativas pactuadas para que haja resultados concretos. O governo brasileiro ressaltou o potencial ainda pouco explorado do comércio bilateral, cuja cifra não reflete o tamanho das duas economias. Em 2025, o fluxo comercial Brasil–Rússia ficou em US$ 10,9 bilhões, com US$ 1,5 bilhão em exportações brasileiras e US$ 9,4 bilhões em importações.
Parceria estratégica
Brasil e Rússia divulgaram uma declaração conjunta após a CAN, reafirmando o compromisso com o fortalecimento da parceria estratégica. O documento aponta a ampliação da base econômico-comercial e a diversificação da pauta, incluindo produtos de alto valor agregado.
A nota conjunta também reforça o objetivo de sustentar o espírito de consenso no BRICS, com ênfase na continuidade da parceria e na preparação para a presidência indiana de 2026. Entre as prioridades, está apoiar a XVIII Cúpula do BRICS, em Nova Delhi.
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