- A nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico nos Estados Unidos, feita pelo primeiro-ministro Keir Starmer, foi considerada uma jogada de grande impacto ao trazer um especialista em política para lidar com a relação com Donald Trump.
- Pouco mais de um ano depois, a escolha se tornou a maior ameaça até então para Starmer, com deputados trabalhistas questionando seu julgamento após e-mails mostrarem ligações de Mandelson com Jeffrey Epstein e possível tendência a vazar assuntos do governo.
- Seis deputados do Partido Trabalhista, em sigilo, afirmaram que o escândalo enfraqueceu ainda mais um premiê já pressionado pela ala dissidente da legenda.
- A consultoria Eurasia Group estimou em oitenta por cento a probabilidade de Starmer deixar o cargo neste ano, alegando dano irreparável à sua liderança.
- Mandelson foi exonerado como embaixador em setembro de 2025 e está sob investigação policial por possível má conduta no exercício do cargo.
O primeiro-ministro Keir Starmer enfrenta uma crise política após a divulgação de mensagens que ligam Peter Mandelson a Jeffrey Epstein, além de indicar supostas práticas de vazamento de informações governamentais. A nomeação de Mandelson para embaixador britânico nos EUA, anunciada em 2024, é vista como fator de desgaste recente.
O atrito se intensificou com divulgação de e-mails que sugerem contatos de Mandelson com Epstein durante a crise financeira, bem como pagamentos possivelmente registrados. Mandelson nega ter recebido pagamentos e não comentou publicamente as acusações. A polícia abriu investigação sobre suposto mau uso do cargo.
Seis parlamentares do Partido Trabalhista afirmam, sob anonimato, que a nomeação agravou a fragilidade de Starmer diante de uma bancada cada vez mais inquieta. Apoiadores fiéis também consideram, porém, que o cenário pode se tornar irreversível.
A Eurasia Group elevou a probabilidade de remoção de Starmer neste ano de 65% para 80%, dizendo que o episódio causou dano irreparável à liderança. Os críticos citam mudanças de orientação e dúvidas sobre doações como agravantes.
Mandelson, aos 72 anos, foi figura-chave do governo Blair e ex-Comissário de Comércio da UE. A gestão dele foi apresentada como instrumento para fortalecer a relação com os EUA, inclusive contribuindo para negociações de tarifas com os EUA.
Desde a última década, o histórico de Mandelson com Epstein e outras elites de poder tem sido alvo de escrutínio. As apurações associam o ex-ministro a uma rede de relacionamentos influentes, apesar de Mandelson negar favorecimentos.
Starmer disse que houve mentiras repetidas sobre o relacionamento de Mandelson com Epstein e prometeu divulgar documentos sobre a nomeação. Ele sustentou que não tinha visão de que o caso alcançaria esse nível de gravidade.
O governo sustenta que Mandelson traz experiência estratégica para as relações transatlânticas. No entanto, o episódio elevou críticas a Starmer, com alguns parlamentares sinalizando vulnerabilidade antes das eleições locais de maio.
Morgan McSweeney, assessor próximo de Starmer, é apontado por críticos como responsável por falhas na comunicação estratégica do governo. A tensão interna cresce, alimentando especulações sobre a duração da atual liderança.
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