- O governo mexicano avalia formas de enviar combustível a Cuba sem enfrentar tarifas dos EUA, que foram anunciadas em ordem executiva para países que forneçam combustível à ilha.
- Autoridades de alto nível mexicano têm conversado com interlocutores dos EUA para entender o alcance da ameaça tarifária e buscar uma maneira de entregar o combustível necessário.
- Cuba enfrenta apagões e longas filas em postos de combustível, dependendo de importações para duas terças partes de sua energia.
- As remessas de petróleo venezuelano cessaram após bloqueio americano a navios venezuelanos, deixando o México como maior fornecedora da ilha; no entanto, o México interrompeu envios em meados de janeiro sob pressão de Washington.
- A presidente mexicana Claudia Sheinbaum afirmou que punições tarifárias poderiam agravar a crise humanitária em Cuba, reiterando o desejo de ajudar sem violar leis internacionais.
Mexico avalia forma de enviar combustível a Cuba sem incorrer em tarifas dos EUA
Funcionários mexicanos analisam caminhos para enviar combustível a Cuba, ajudando a suprir necessidades básicas como energia e transporte, sem sofrer represálias tarifárias. O objetivo é evitar medidas impostas pelo governo dos EUA, que ameaçou tarifas contra países que forneçam combustível à ilha.
Negociações de alto nível entre México e Washington buscam esclarecer o alcance da ameaça, anunciada em decreto presidencial. Não está claro se será possível encontrar uma solução que permita o envio de combustível sem penalidades, segundo quatro fontes próximas ao tema.
Risco de tarifas e contexto regional
Cuba depende de importações para atender cerca de dois terços de sua demanda por energia, enfrentando cortes de energia e filas em postos de combustível. A Venezuela deixou de enviar óleo após bloqueio naval dos EUA, elevando a dependência cubana do México, o maior fornecedor remanescente.
Em meados de janeiro, o governo mexicano interrompeu remessas de crude e derivados diante da pressão de Washington. As autoridades dos EUA afirmam que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional, argumento rejeitado por Havana. O tema gere consultas frequentes entre os governos envolvido.
Possíveis alternativas e próximos passos
Três das quatro fontes disseram que as conversas seguem ocorrendo com regularidade, e há otimismo de que uma solução seja alcançada. Uma possibilidade viável seria o envio de um cargueiro com gasolina à ilha, além de alimentos e outros itens classificados como ajuda humanitária, caso haja acordo.
O governo cubano informou que planeja um programa para lidar com as “deficiências agudas de combustível” e divulgará detalhes na próxima semana. A urgência é agravada por relatos de cortes de energia que afetam serviços essenciais.
Contexto político e impactos potenciais
O governo mexicano, em especial o partido governante, mantém vínculos históricos com Cuba, e há pressões internas para não deixar Havana desamparada. Autoridades ressaltam a importância de respeitar o direito internacional e buscar diálogo para evitar uma crise humanitária.
Nesta semana, o secretário-geral da ONU alertou para o risco de colapso humanitário em Cuba se o petróleo não chegar. As informações oficiais sobre possíveis remessas devem ser confirmadas por meio de canais oficiais e fontes governamentais.
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