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Nigéria envia tropas após 170 mortos em ataque a vila de Kwara

Após ataque que deixou 170 mortos em Woro, governo de Tinubu envia batalhão do Exército para Kaiama, Kwara, para deter novas investidas jihadistas

People dig graves with shovels after a deadly attack by an armed gang in Katsina, Nigeria, February 4, 2026, in this screengrab from video.
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  • O presidente Bola Tinubu enviou um batalhão do exército ao distrito de Kaiama, no estado de Kwara, após o ataque que matou 170 pessoas em Woro na noite de terça.
  • O ataque em Woro é o mais mortal deste ano no Kwara, estado que faz fronteira com o Níger.
  • A violência amplia temores de que facções jihadistas do norte avancem para o sul, em direção à floresta de Kainji.
  • Tinubu afirmou que a nova unidade visa conter ataques e proteger comunidades remotas, condenando o ataque como covarde e bárbaro.
  • Moradores disseram que os jihadistas pregavam na vila; cerca de 38 casas foram destruídas, e as pessoas recusaram impor regras extremistas.

O governo da Nigéria mobilizou um batalhão do Exército para o distrito de Kaiama, no estado central de Kwara, após um ataque durante a noite que deixou 170 mortos em Woro. A operação visa conter novas ações e proteger comunidades remotas.

O ataque de terça-feira é o mais letal deste ano em Kwara, zona que faz fronteira com Níger e vem registrando ataques de militantes e sequestros em massa. Analistas alertam que facções jihadistas do norte podem se deslocar para o eixo Níger-Kwara, em direção à floresta de Kainji.

O presidente Bola Tinubu autorizou a ação militar para prevenir novas investidas. A operação busca reduzir ameaças futuras e reforçar a segurança local, em meio a críticas sobre a violência e o impacto sobre civis.

38 casas foram destruídas na vila, segundo Saidu Baba Ahmed, deputado da região na Assembleia estadual. Testemunhas afirmam que os insurgentes pregavam uma narrativa religiosa e atacaram quem se recusou a aceitar imposições extremistas.

Ataque em Katsina

Em Katsina, estado do norte, um segundo ataque na terça-feira deixou pelo menos 21 mortos, com moradores e a polícia informando que os ataques ocorreram casa a casa.

Ação conjunta do governo federal com parceiros internacionais é alvo de debate, enquanto autoridades reiteram esforço para melhorar a segurança e coibir ações extremistas na região.

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