- O Tratado New START, que limitava as armas entre Estados Unidos e Rússia, expirou na quinta-feira, deixando os arsenais sem limites pela primeira vez desde 1972.
- Autoridades estudam uma observação informal do acordo após a expiração, mas o texto final ainda não foi aprovado pelos dois presidentes.
- Moscou sinalizou disposição para diálogo sobre armas estratégicas, desde que Washington responda de forma construtiva; Washington busca um acordo que inclua a China.
- Estimativas apontam 5.580 ogivas na Rússia e 5.225 nos EUA, enquanto a China, com 600 ogivas hoje, pode chegar a 1.500 até 2035.
- A China não demonstrou interesse em entrar em um novo pacto; especialistas observam que novas tecnologias não cobertas pelo acordo atual representam desafio.
O último acordo de controle de armas entre EUA e Rússia expirou nesta quinta-feira, encerrando limites sobre seus arsenais pela primeira vez desde 1972. Trump afirma buscar um “acordo melhor” que inclua a China, enquanto as potências não possuem teto formal.
O New START, assinado em 2010 e em vigor desde 2011, limitava ogivas em 1.550 por país e previa mecanismos de verificação. Putin informou, em 2023, que suspenderia a participação, mas Moscou disse manter os limites.
As negociações para acompanhar informalmente o acordo continuam, sem conclusão. A administração de Washington avalia uma extensão informal, ainda sem aprovação dos presidentes. Moscou mantém convite ao diálogo sobre armas estratégicas, desde que haja reação construtiva dos EUA.
Situação atual e perspectivas
Trump chamou a ideia de uma extensão irrelevante e indicou foco em novo tratado. Analistas destacam que o desafio agora inclui China, com projeção de crescimento do arsenal chinês para cerca de 1.500 ogivas até 2035.
Especialistas ressaltam que novas tecnologias não cobertas pelo acordo — como mísseis hipersônicos — exigem resposta multilateral. Governos observam a necessidade de mecanismos de transparência diante de arsenais em expansão.
Dados recentes indicam reduções históricas nos estoques de EUA e Rússia desde o início do regime de controles. Mesmo assim, especialistas alertam para riscos de corrida armamentista diante da ausência de limites formais.
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