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Parlamento chileno quer investigar cabo submarino de fibra com a China

Parlamentares chilenos pedem investigação do cabo submarino Chile-China Express, citando falta de transparência, riscos à segurança e possível influência de Pequim

Parlamentares chilenos pedem investigação sobre projeto de cabo submarino de fibra óptica entre Chile e China, citando riscos à segurança e à soberania digital. (Foto: Javier Martín/EFE)
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  • Parlamentares chilenos pedem investigação sobre o projeto Chile-China Express, cabo submarino de fibra óptica entre Valparaíso e Hong Kong, liderado pela Inchcape Shipping Services com apoio do governo de Gabriel Boric.
  • Críticos apontam falta de transparência, já que o projeto aparece como “em desenvolvimento” em registros da indústria, sem detalhes sobre financiamento, consórcio ou termos contratuais.
  • A preocupação é vergelijk com o cabo Humboldt, que teve comunicação clara sobre cronograma e orçamento, diferente deste projeto.
  • Há receio de que a legislação chinesa de cibersegurança possibilite cooperação com autoridades da China e acesso a dados estratégicos, sem controles eficazes para Chile e países afetados.
  • O tema tem impacto regional, com possibilidade de roteamento de tráfego de países como Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru e Equador; senator pediu revisão urgente pelo novo governo, e há demanda por sessão secreta na Comissão de Defesa Nacional para esclarecer critérios técnicos e medidas de proteção.

Parlamentares do Chile pediram a abertura de uma investigação sobre o projeto Chile-China Express, que pretende ligar Valparaíso a Hong Kong via cabo submarino de fibra óptica. A iniciativa é conduzida pela Inchcape Shipping Services (ISS) com apoio do governo do presidente Gabriel Boric, que deixa o poder em março.

A principal preocupação é a falta de transparência. Registros da indústria apontam o projeto como “em desenvolvimento” sem detalhes públicos sobre financiamento, consórcio envolvido e termos contratuais. Parlamentares apontam ausência de cronograma e orçamento oficial.

Ao comparar com o cabo Humboldt, que teve divulgação de prazos e recursos, o Chile-China Express teria avançado sem comunicação clara do governo. A discussão envolve também a legislação chinesa de cibersegurança e inteligência, que obriga cooperação de empresas com autoridades de Pequim.

Parte do tráfego pode passar por países da região, incluindo Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Peru e Equador. Com isso, o tema é visto como de alcance regional, não apenas doméstico, segundo os críticos.

O senador Alejandro Kusanovic classifica o projeto como “incômodo” e defende que o próximo governo reveja a iniciativa com urgência. Cabos submarinos são vistos como ativos estratégicos, dependentes de quem controla a infraestrutura.

Na Câmara, o deputado Hotuiti Teao pediu sessão secreta da Comissão de Defesa Nacional para analisar os antecedentes. Ele afirma que é necessário envolver órgãos de telecomunicações e segurança, com esclarecimentos sobre critérios técnicos e proteção cibernética.

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