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Presidente de Cuba propõe diálogo com EUA; Washington confirma conversas

Díaz-Canel confirma disposição de dialogar com os EUA sem pressões; Washington afirma que conversas já começaram visando chegar a um acordo

O chanceler cubano Bruno Rodríguez. Foto: UN Photo / Violaine Martin
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  • O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse que Cuba está disposta a dialogar com os Estados Unidos sem pressões nem ingerência.
  • Washington afirmou que as conversas já começaram e que o governo cubano está “à beira do colapso”, pedindo prudência nas declarações dirigidas ao presidente dos EUA.
  • A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Donald Trump está disposto a iniciar diálogos diplomáticos com Cuba.
  • O governo de Cuba afirmou que não existe diálogo formal com os Estados Unidos, mantendo apenas um intercâmbio de mensagens.
  • A situação ocorre em meio a acusações de Washington de buscar mudança de regime em Cuba, que enfrenta inflação alta, escassez de combustível, alimentos e apagões.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira, 5, que o país está aberto ao diálogo com os Estados Unidos sem pressões ou ingerência. A declaração ocorreu em cadeia de rádio e televisão, sem mencionar condições prévias.

Washington reagiu, afirmando que as conversas já teriam começado e que Cuba estaria à beira do colapso. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, pediu que o governo cubano tenha cautela em suas declarações ao presidente americano.

O governo americano mantém a visão de que políticas de longo alcance visam mudanças no regime em Cuba, citando dificuldades econômicas no país, com inflação elevada, combustível, alimentos e medicamentos em baixa disponibilidade, além de apagões.

O ex-presidente Donald Trump afirmou que já discute com autoridades cubanas e que o acordo seria o resultado dessas tratativas. Por outro lado, o governo de Díaz-Canel disse que não há diálogo formal com Washington, limitando-se a um intercâmbio de mensagens.

Relação EUA-Cuba: caminhos possíveis e limites

A posição cubana de aceitar diálogo sem interferência contrasta com a leitura de Washington, que condiciona avanços a mudanças políticas. As informações indicam um momento de tensões, com ambos os lados mirando objetivos distintos.

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