- Ministros de defesa da OTAN devem discutir medidas para fortalecer a segurança da Groenlândia na reunião da próxima semana, afirma o ministro britânico da Defesa, John Healey.
- Trump já afirmou que quer Groenlândia, gerando disputa com a Dinamarca e tensão dentro da aliança.
- O plano Arctic Sentry é apresentado como forma de mostrar a Trump que a OTAN já atua para a segurança da Groenlândia, com mais ações previstas.
- A OTAN iniciou o planejamento militar do Arctic Sentry; não ficou claro se o tema será discutido na reunião de 12 de fevereiro.
- O Reino Unido aumentou os gastos com defesa diante da guerra na Ucrânia e da pressão de Trump, buscando também atrair capital privado para acompanhar o investimento público.
NATO deverá discutir medidas para reforçar a segurança da Groenlândia na reunião de ministros de defesa na próxima semana, disse o ministro britânico da Defesa, John Healey. A observação ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter colocado em foco a aquisição da ilha.
Trump afirmou repetidamente que quer Greenland, cobrando que os aliados europeus assegurem a área. As declarações provocaram atrito com a Dinamarca, proprietária da região, e ofuscaram a coesão da aliança.
As tensões reduziram após o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, dizer ter discutido como os aliados podem agir de forma conjunta para a segurança ártica. Detalhes dos planos, porém, seguem escassos.
Arctic Sentry
Healey explicou que a missão Arctic Sentry, já em planejamento, seria forma de a OTAN demonstrar que já avança na segurança da Groenlândia e que o tema é de preocupação legítima de Trump.
Segundo o ministro, espera-se mais debates sobre a missão durante a reunião de ministros em Bruxelas, marcada para a próxima semana. O objetivo é mostrar ações já em curso pela aliança.
Healey também comentou sobre investimentos em defesa, destacando a necessidade de combinar recursos públicos com capital privado para sustentar o esforço, sobretudo diante da guerra na Ucrânia.
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