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Rússia oferece apoio ao Brasil para vaga no Conselho de Segurança da ONU

Rússia reafirma apoio à vaga permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, condicionando-a a uma reforma do órgão; promessa já feita desde 2022

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, durante a 8ª Reunião da Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação, no Palácio do Itamaraty. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
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  • Durante a 8ª Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação, realizada em 5 de dezembro, no Palácio do Itamaraty, Brasil, autoridades falaram sobre cooperação político-diplomática e comercial, com promessa russa de apoiar o Brasil em uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU caso haja reforma.
  • A declaração conjunta reiterou o apoio ao multilateralismo, à ONU e à observância do direito internacional, defendendo uma reforma do Conselho de Segurança para torná-lo mais representativo.
  • O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, participou da reunião, acompanhando ministros e representantes do governo de Moscou; o encontro marcou a retomada formal da CAN, suspensa desde 2015.
  • No aspecto econômico, Mishustin disse que o Brasil é hoje o principal parceiro da Rússia na América Latina, com o comércio bilateral sustentado por carne e café brasileiras e cerca de 25% dos fertilizantes importados pelo Brasil vindos da Rússia.
  • O vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, afirmou o interesse em ampliar investimentos russos no Brasil e destacou também a presença de empresas brasileiras no mercado russo, em setores como alimentos processados, tecnologia agrícola e infraestrutura.

A 8ª Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação, realizada nesta quinta-feira (5) no Itamaraty, em Brasília, confirmou compromissos diplomáticos e comerciais. Moscou voltou a sinalizar apoio a uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, desde que haja reforma do órgão. A promessa já havia sido feita outras duas vezes, sem medidas concretas.

O encontro reuniu o premiê russo Mikhail Mishustin, o vice-presidente brasileiro Geraldo Alckmin e o chanceler Mauro Vieira. A delegação russa incluiu ministros e representantes do governo de Moscou, reforçando o caráter estratégico da agenda.

Declaração conjunta e temas centrais

Ao fim do encontro, Brasil e Rússia divulgaram uma declaração conjunta defendendo o multilateralismo e o papel central da ONU. O documento ressalta a observância do direito internacional e os pilares da Carta da ONU.

Reforma do Conselho de Segurança

O texto afirma a necessidade de mudanças estruturais no sistema internacional. As duas nações concordam que é imperativo avançar na reforma do Conselho de Segurança para torná-lo mais representativo do cenário global.

Política externa e parceria regional

A declaração reafirma apoio a uma reforma do órgão e à entrada de países em desenvolvimento da América Latina, da Ásia e da África. A Rússia reiterou apoio ao Brasil como candidato a vaga permanente em um Conselho reformado.

Aspectos econômicos

Durante a conversa, Mishustin destacou o Brasil como principal parceiro da Rússia na América Latina. O premiê ressaltou cooperação contínua e projetos conjuntos, mesmo com sanções.

Comércio e insumos agrícolas

Segundo Mishustin, o comércio bilateral é impulsionado pela carne e pelo café brasileiros, com a Rússia fornecendo cerca de 25% dos fertilizantes importados pelo Brasil. A dependência de insumos russos é apresentada como fator estratégico para o agronegócio.

Investimentos e oportunidades

Alckmin manifestou interesse em ampliar investimentos russos no Brasil, especialmente em química, fertilizantes, energia, infraestrutura e indústria. Em contrapartida, defendeu maior presença de empresas brasileiras no mercado russo em áreas como alimentos processados e tecnologia agrícola.

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