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Brasil não aderirá à aliança dos EUA sobre minerais críticos

Brasil não aderirá à aliança de minerais críticos dos EUA; priorizará autonomia no controle, processamento e comercialização, com negociações bilaterais com EUA, UE, China e Índia

Lula e Trump em encontro na Malásia em 2025 — Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • Brasil não deve aderir à aliança anunciada pelos Estados Unidos sobre minerais críticos e terras raras.
  • Governo privilegia negociações que garantam autonomia no controle, produção e comercialização desses elementos.
  • Lula discutirá o tema com o presidente Donald Trump em encontro previsto para março na Casa Branca.
  • País participou do encontro com diplomata de nível baixo e vê a ideia americana como uma “camisa de força” que atende a interesses dos EUA.
  • Brasil busca manter negociações com União Europeia, China e Índia, iniciando conversas bilateralmente, com viagens de Lula à Índia e à Coreia do Sul no mês.

O governo brasileiro não deve aderir à aliança anunciada pelos EUA sobre minerais críticos e terras raras. A posição foi anunciada por auxiliares de Lula, em meio a negociações internacionais. A decisão visa manter autonomia do Brasil no controle, produção e comercialização dos minerais.

A pauta será discutida pelo presidente Lula com o ex-presidente Donald Trump, em encontro programado para março na Casa Branca. Segundo interlocutores do Planalto, a negativa não comprometerá a relação entre os dois países.

Na reunião desta semana, os EUA convidaram 54 países, mais a União Europeia, para debater a ideia de um bloco para controlar produção, refino e preços. O Brasil participou apenas para ouvir, com diplomata de nível mais baixo.

Plano dos EUA e posição do Brasil

Uma fonte do Planalto afirma que o envio do diplomata brasileiro à reunião foi sinal claro de não adesão ao pacto. O governo avaliou que a proposta busca atender a interesses dos EUA e impor restrições ao Brasil.

O Brasil detém a segunda maior reserva global de minerais críticos e terras raras, atrás apenas da China. Em vez de fornecer matéria-prima, o governo Lula deseja dominar o ciclo de processamento para agregar valor.

A avaliação interna é de que a ideia americana representa uma chamariz de curto prazo que pode limitar a autonomia do Brasil. A estratégia local prioriza parcerias bilaterais com EUA, UE, China e Índia, mas com maior controle.

Próximos passos

Os temas deverão constar nas próximas viagens de Lula à Índia e à Coreia do Sul, ainda neste mês. O governo enfatiza a busca por cooperação multilateral sem abrir mão de soberania sobre recursos estratégicos.

Segundo apurações, o Brasil mantém abertura a negociações com diferentes blocos, desde que de modo bilateral inicial. O objetivo é preservar capacidade de processamento nacional e valor agregado.

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