Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

China encerra o maior boicote à soja dos EUA, produtores ainda protestam

China encerra cinco meses sem comprar soja dos EUA, mas produtores protestam e alertam sobre risco de colapso agrícola, com Brasil ampliando participação global

Chineses têm abastecido sua demanda por soja em outros mercados
0:00
Carregando...
0:00
  • A China encerrou um ciclo de cinco meses sem comprar soja dos EUA; em novembro de 2025, as compras americanas totalizaram US$ 21,83 milhões, queda de 99% ante igual mês de 2024.
  • A participação da China nas exportações de soja dos EUA caiu para 1,16% em novembro, a menor desde 1999 ou 2002, dependendo do comparativo.
  • Até novembro de 2025, a China respondeu por apenas 17,11% das exportações de soja dos EUA, próximo de seu menor patamar em décadas.
  • Uma carta de ex-líderes de entidades agrícolas afirma que o Brasil foi o principal beneficiário do não americano à China, com o Brasil fortalecendo posição como maior exportador agrícola global.
  • A carta sustenta que, desde 2018, a soja representava 47% do mercado mundial; hoje representa cerca de 24,4%, refletindo a perda de participação dos EUA e o ganho de produtores de outros países.

A China encerrou um banimento de cinco meses na compra de soja dos EUA, segundo dados do U.S. Census Bureau. Nesta quarta-feira, presidente Donald Trump afirmou que a China se comprometeu a comprar 20 milhões de toneladas no ciclo 2025/2026. O total de US$ 21,83 milhões em novembro de 2025 representa queda de 99% ante o mesmo mês de 2024.

A queda enfatiza a transição do mercado global de soja, com o Brasil emergindo como fornecedor prioritário para a China, especialmente para suprir demanda de proteína animal. No acumulado até novembro, a participação da China nas exportações americanas caiu para 17,11%, patamar próximo ao menor desde 1999.

A China ficou em noveno lugar entre destinos da soja dos EUA em novembro, respondendo por apenas 1,16% das remessas. Em novembro, o país ficou atrás de 19 outros mercados, como Iraque, Malásia e Argélia.

Período recente e impactos no comércio

Historicamente, a China comprou mais de 50% da soja americana em 15 dos 16 anos completos anteriores, com exceção de 2018, ano em que a guerra comercial começou. Até novembro de 2025, o valor acumulado é de US$ 14,5 bilhões, menor desde 2009 nesse período.

A projeção para o ano aponta que 2025 deverá figurar entre os menores totais desde 2005, dependendo de dezembro. O México permanece como segundo maior mercado da soja americana, com uma diferença de 2,63 pontos percentuais até novembro.

Carta de produtores e possíveis impactos

Na terça-feira, ex-líderes de entidades agrícolas enviaram uma carta aos congressistas, descrevendo um possível colapso da agricultura americana. O documento afirma que tarifas e políticas ligadas à guerra comercial com a China reduziram a participação da soja mundial e prejudicaram mercados externos e internos.

Segundo os signatários, a soja americana caiu de 47% do mercado mundial em 2018 para 24,4% atualmente, sinalizando perda de influência. O Brasil é apontado como grande vencedor, ampliando sua participação no comércio agroalimentar global.

Perspectivas para o cenário agrícola

A dependência dos EUA em relação à China para a soja diminuiu, enquanto o Brasil consolidou posição estratégica em soja, algodão, carne bovina e frango. A diferença de participação entre China e México diminuiu até novembro, sinalizando rearranjo de mercados na região.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais