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EUA buscam acordo de paz em março na Ucrânia e eleições rápidas, dizem fontes

EUA buscam acordo de paz em março com referendo e eleições nacionais; prazo é considerado fantasioso e depende de garantias de segurança

Resident walks next to an apartment building damaged by Russian military strikes in the frontline town of Komyshuvakha
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  • EUA e Ucrânia discutem realizar, já em março, um acordo de paz com um referendo sobre o tema e eleições nacionais ocorrendo na mesma data; porém os interlocutores reconhecem que o prazo é improvável devido a disputas sobre território.
  • O grupo americano, comandado pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, quer que a votação ocorra o quanto antes; Trump deve priorizar assuntos domésticos, reduzindo o capital político para a negociação.
  • Em Abu Dhabi, a segunda rodada de conversas resultou na libertação de 314 prisioneiros de guerra e no compromisso de retomar as negociações em breve; espera-se a próxima reunião trilateral nos Estados Unidos.
  • O impasse central envolve o destino da região de Donbas e o controle da usina de Zaporizhzhia; Rússia exige controle total de Donbas, enquanto a Ucrânia enfatiza garantias de segurança e alternativas criativas.
  • Organizar a eleição sob o atual estado de guerra exige mudanças legais e custos; Kiev quer cessar-fogo durante a campanha para proteger o referendo, e autoridades ucranianas alertam para a falta de progresso nesse tema.

Comissões diplomáticas dos EUA e da Ucrânia discutiram a possibilidade de um acordo de paz em março, com referência a um referendo sobre concessões territoriais. O objetivo envolve eleições nacionais surgindo conjuntamente com o pleito. O contexto é a dificuldade em fechar a divisão de territórios.

Segundo fontes, o grupo norte-americano, liderado pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, sugeriu, em encontros em Abu Dhabi e Miami, que a votação ocorra o quanto antes. A estratégia visa manter o impulso diplomático.

O pleito incluiria o referendo e as eleições nacionais, conforme relatos de cinco fontes sob condição de anonimato. A ideia é consolidar um acordo que passe pelo escrutínio popular na Ucrânia.

Propostas de voto e cronograma

As discussões apontam para a possibilidade de realizar o pleito em maio, segundo fontes, mas há ceticismo sobre a viabilidade prática. A comissão eleitoral ucraniana estima cerca de seis meses para organizar eleições sob as condições atuais.

A organização de tal pleito exigiria mudanças legislativas, pois votos durante o estado de guerra são proibidos. Também há custos consideráveis previstos para a condução das eleições e do referendo.

A Ucrânia defende cessar-fogo durante a campanha, para assegurar a integridade do referendo. O governo afirma que garantias de segurança dos aliados são pré-requisitos para qualquer acordo, segundo fontes.

Questões centrais e desdobramentos

O destino da região de Donbas continua como principal entrave, com Moscou buscando controle total da área. Kyiv mantém posição de rejeitar concessões territoriais sem garantias, conforme as fontes.

A usina de Zaporizhzhia, em território ocupado pela Rússia, também é tema de disputas entre EUA e Rússia sobre controle e distribuição de energia, segundo relatos.

Oficiais ucranianos afirmam que Zelenskiy pode concordar com eleições futuras, tema que já surgiu em discussões com Washington desde o início da gestão de Trump. O apoio público a concessões territoriais permanece estável, mas com variação.

A parte russa, liderada pelo alto escalão da inteligência militar, concentra-se na estratégia de negociação militar, e houve incidentes que impactaram as negociações, segundo fontes próximas ao processo.

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