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Figuras europeias ligadas à rede de Epstein são investigadas

Documentos revelam ligações de figuras europeias com Epstein, entre realeza, governo e academia, ampliando escrutínio sobre seus contatos internacionais

Newly-released documents from the U.S. Justice Department files on Jeffrey Epstein
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  • Documentos do Departamento de Justiça dos EUA revelam ligações de Epstein com figuras europeias em negócios, academia, governo e realeza, sem comprovar crime.
  • Andrew Mountbatten-Windsor deixou a residência na propriedade real de Windsor; o rei Charles já havia retirado o título de príncipe.
  • Crown Princess Mette-Marit, da Noruega, manteve contatos com Epstein; e-mails mostram mensagens elogiosas e reconhecimento de julgamento questionável, com ela afirmando ter tido má avaliação.
  • Peter Mandelson, ex‑ministro britânico, está sob investigação por possível má conduta; registros sugerem relação próxima com Epstein, inclusive trocas de informações.
  • Boerge Brende, CEO do Fórum Econômico Mundial, é alvo de apuração sobre vínculos com Epstein; Brende disse ter conhecido Epstein apenas em almoços/jantares em 2018‑2019 e que não sabia do histórico criminoso.

O Departamento de Justiça dos EUA tornou públicas milhões de documentos internos relacionados a Jeffrey Epstein, revelando vínculos do falecido financista com figuras europeias de negócios, academia, governo e realeza. A divulgação não comprova atividade criminosa, mas expõe relações mantidas ao longo de décadas. Epstein morreu em 2019, em uma prisão de Manhattan, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menor.

A lista de nomes aponta casos diversos, com impactos variados sobre os envolvidos e ainda sob investigação. A nova leva de documentos foi publicada no fim de janeiro, seguindo divulgações anteriores que já haviam aumentado a pressão sobre personalidades públicas. A replicação de comunicações mostra contatos frequentes mesmo após condenação de Epstein em 2008.

Andrew Mountbatten-Windsor

Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles, deixou a mansão no complexo de Windsor após novas revelações. Em 2025, o rei já havia retirado dele o título de príncipe. O premiê britânico pediu que ele testemunhasse perante uma comissão de congresso dos EUA. Autoridades também apuram alegações de uso de endereço para fins sexuais, em 2010. Mountbatten-Windsor nega irregularidades.

Crown Princess Mette-Marit

A realeza norueguesa aparece em centenas de menções. Em 2012, ela chamou Epstein de “querido”, “coração mole” e “muito encantador”. Em 2011, emails mostram que investigou Epstein e que chegou a escrever que a situação não parecia boa. Em nota, a princesa disse ter tido bom senso questionável e pediu desculpas pela ligação com Epstein.

Jack e Caroline Lang

O ex-ministro da Cultura da França, Jack Lang, manteve contato com Epstein por um período e pediu favores como uso de carro e avião particular. Em 2017, Lang agradeceu a Epstein por um “tempo esplêndido”. A filha, Caroline Lang, deixou a presidência da União de Produtores Independentes da França. Ambos negam irregularidades.

Peter Mandelson

Peter Mandelson, ex-embaixador britânico nos EUA, é alvo de investigação policial por possível má conduta em cargo público. Emails sugerem amizade próxima com Epstein, com possível compartilhamento de informações sensíveis durante a crise econômica de 2008. O governo de Keir Starmer já o demitiu em 2023. Mandelson não comentou as acusações.

Boerge Brende

Boerge Brende, atual CEO do Fórum Econômico Mundial, é alvo de investigação interna. Dados dos EUA indicam três jantares com Epstein e trocas de mensagens. Brende afirmou ter conhecido Epstein apenas em 2018 e lamentou não ter investigado melhor o passado dele. Brende continua no cargo.

Ariane de Rothschild

A head do Edmond de Rothschild Group, Ariane de Rothschild, concordou em várias reuniões com Epstein em Nova York e Paris antes da prisão de 2019. Os documentos não apontam crime cometido; a instituição informou que não tinha conhecimento de conduta anterior de Epstein.

Thorbjørn Jagland

A polícia norueguesa investiga Thorbjørn Jagland, ex-primeiro-ministro e ex-presidente do Comitê Norueguês do Nobel, por suposta corrupção agravada. A acusação envolve recebimento de presentes, viagens e empréstimos ligados a cargos anteriores. Oslo pediu à instituição relevante que retire imunidade de Jagland.

Mona Juul e Terje Roed-Larsen

Mona Juul, embaixadora da Noruega na Jordânia e no Iraque, foi suspensa após evidências de intenso contato com Epstein. O casal ajudou a estabelecer um canal secreto entre a OLP e o governo israelense, ligado aos acordos de Oslo. Os arquivos indicam que as crianças do casal poderiam herdar milionária quantia de Epstein.

Miroslav Lajčák

O assessor de segurança nacional da Eslováquia, Miroslav Lajčák, afastou-se em meio a trocas de emails com Epstein sobre jovens mulheres, ocorridas em 2018, quando ainda era ministro das Relações Exteriores. Lajčák negou irregularidades e condenou os crimes de Epstein, afirmando que a saída visava evitar uso político contra o primeiro-ministro Robert Fico.

As informações, provenientes de novos lotes de documentos do DOJ, são objeto de apuração e depende de fontes oficiais para confirmar responsabilidades. As notas citadas são de veículos de imprensa que acompanharam as divulgações.

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