- Mais de 143 mil pessoas foram evacuadas em regiões do noroeste do Marrocos devido a chuvas intensas e liberações de água de barragens superlotadas, segundo o Ministério do Interior.
- As enchentes atingiram rios como o Loukkous, afetando várias cidades, incluindo Ksar El Kebir, onde até 85% da população foi retirada.
- Autoridades destacaram que as fortes precipitações encerraram um período de seca de sete anos e, apesar de trazer alívio hídrico, causaram danos a plantações e interrupções no porto e no transporte.
- O Ministério da Água informou liberações controladas de barragens próximas ao limite de capacidade, incluindo a descarga total de mais de 372 milhões de metros cúbicos da barragem Oued Al Makhazine, perto de Ksar El Kebir.
- No Sebou, o aumento do nível da água causou fechamento parcial de vias, alagamentos de bairros e interrupção de serviços ferroviários, com operações portuárias afetadas.
Nos tensos dias de chuva intensa no noroeste de Marrocos, mais de 140 mil moradores foram evacuados de suas casas devido a inundações provocadas por precipitações fortes e pela liberação de água de barragens com nível próximo do máximo. O Ministério do Interior informou as evacuações, enquanto o tráfego marítimo entre Marrocos e Espanha foi interrompido pela agitação climática.
As enchentes atingiram rios como o Loukkous, elevando o nível da água em várias cidades, incluindo Ksar El Kebir. Moradores relataram danos a casas e deslizamentos em áreas rurais do norte, com máquinas pesadas sendo usadas para abrir vias e restabelecer acessos a comunidades isoladas.
A ação do governo incluiu a mobilização do exército para retirar moradores das regiões mais atingidas e montar abrigos temporários. Até a sexta-feira, 143.164 pessoas já haviam sido retiradas, e escolas e universidades foram fechadas.
Desdobramentos e contexto
A liberação controlada de água de barragens, entre elas a de Oued Al Makhazine, perto de Ksar El Kebir, cumulou mais de 372 milhões de metros cúbicos de água, excedendo a capacidade da casa de 672,8 milhões em cerca de 46%. A água liberada visava evitar transbordamentos catastróficos, mas gerou inundações em áreas ribeirinhas.
Dados oficiais apontam ainda que o Sebou teve elevação de nível, levando a fechamento parcial de vias e interrupção de serviços ferroviários locais. O Ministério da Água alertou para condições climáticas excepcionais, com alerta vermelho para chuvas intensas previstas.
A chuva, que encerrou sete anos de seca na região, trouxe alívio na oferta de água potável ao abastecer reservatórios, mas causou prejuízos a culturas como avocado, batata e azeitonas, além de impactos logísticos e na operação de portos. Moradores relatam apreensão contínua diante da possibilidade de novas liberações.
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