- Eatedal Rayyan, 29, deixou Gaza para receber tratamento médico no Egito após uma lesão na perna; meses de tratamento lhe deram condições de andar novamente.
- Nesta quinta-feira, ela, a mãe e os filhos estiveram entre os poucos palestinos autorizados a retornar a Gaza, após a reabertura do cruzamento de Rafá.
- O grupo saiu de Al‑Arish, passou por três pontos de verificação e seguiu de ônibus até Khan Younis, chegando perto da meia-noite para reencontrar o marido.
- Rayyan descreveu Gaza como destruída pela guerra, com prédios indisponíveis e falta de eletricidade, voltando a viver em um acampamento com a família.
- Quinze a vinte e um palestinos voltaram a Gaza naquele dia; alguns relataram assédio e interrogatórios durante a travessia, enquanto Rayyan disse que a vida em Gaza ainda é bonita.
Eatedal Rayyan, de 29 anos, retornou a Gaza após tratamento médico no Egito, emocionando-se com a reunião com o marido e os filhos. O retorno ocorreu após a reabertura parcial do ponto de passagem de Rafah, que havia estado quase fechado desde o início do conflito em 2023.
Rayyan deixou Gaza com a mãe e três filhos em março de 2024, após sofrer uma lesão na perna. Depois de meses recebendo tratamento no Egito, ela pôde voltar a pisar em solo palestino, em meio à devastação relatada na região.
Na quinta-feira, Rayyan, a mãe e as crianças foram entre os palestinos autorizados a retornar pela fronteira de Rafah. O retorno envolve uma travessia com múltiplos entraves, incluindo controles de segurança e deslocamento para Khan Younis.
Retorno a Gaza após tratamento
Do Egito para Rafah, o grupo percorreu cerca de 50 quilômetros, passando por três pontos de checagem. Assim que chegaram a Khan Younis, o casal se reencontrou após meses separados pela guerra.
A queixa de Rayyan é a destruição generalizada em Gaza: “nenhum prédio está em pé; tudo foi destruído, não há eletricidade”. O marido, Ahmed, relatou que a família antes vivia em Al-Saftawi e agora planeja morar em um acampamento.
Condições de vida e percepções locais
O retorno ocorre em meio a relatos de interrogatórios e assédio por parte de forças israelenses e de milícias locais apoiadas por Israel, segundo relatos de algumas famílias. Autoridades israelenses negam as acusações de abusos.
Rayyan afirmou que, apesar do retorno triste, a vida em Gaza mantém um certo apelo: a cidade é descrita como ainda bela para quem a conhece, mesmo diante da destruição e da escassez de recursos básicos.
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