- A câmara baixa do Parlamento alemão (Bundestag) proibiu a entrada de sete funcionários vinculados ao AfD.
- A decisão foi anunciada nesta sexta-feira, com a emissão de crachá negada para esses sete membros dos grupos parlamentares.
- Em outros dois casos, o acesso aos sistemas informáticos também foi bloqueado, sem divulgação das identidades.
- Der Spiegel aponta que os sete são exclusivamente colaboradores da AfD, em meio a investigações sobre outros membros por incitação ao ódio ou infrações à lei de armas.
- Segundo a Bayerischer Rundfunk, em 2024 a AfD empregava no Bundestag mais de 100 pessoas consideradas extremistas de direita pelos serviços de inteligência interna.
O Bundestag, a Câmara Baixa do Parlamento alemão, proibiu a entrada de sete funcionários no edifício nesta sexta-feira, 6. A medida envolve vínculos com a AfD, a oposição de extrema-direita, conforme apurado pela imprensa local.
Segundo a presidência do parlamento, a emissão de crachás para membros ou funcionários de grupos parlamentares foi negada em sete casos durante esta legislatura. Também houve recusas de acesso a sistemas informáticos em outros dois casos, sem divulgar identidades.
A Reuters, citada pela imprensa, indica que a decisão está ligada a suspeitas sobre a atuação desses colaboradores junto à AfD. Uma investigação publicada pelo Der Spiegel aponta que os afastados seriam exclusivamente vinculados ao partido.
A Der Spiegel e o Bayerischer Rundfunk destacam que, ao longo de 2024, a AfD empregava no Bundestag mais de 100 pessoas consideradas extremistas de direita, segundo serviços de inteligência interna da Alemanha.
Contexto
A AfD tem enfrentado críticas de outros partidos por supostos laços com atividades extremistas e por supostos repasse de informações sensíveis a Moscou, o que alimenta controvérsias no parlamento alemão.
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