- Governo da Suécia planeja obrigar requerentes de asilo a morar em centros de acolhimento durante o processamento dos casos.
- Pessoas precisarão comprovar mudança para os centros e aceitar restrições de viagem, sob risco de perder benefícios.
- A medida busca reduzir superlotação, exclusão social e permanência irregular, com o governo afirmando que não se trata de prisões.
- Quem tiver pedidos recusados deverá registrar regularmente sua localização para evitar sumiço, com possibilidade de retirada automática do pedido se não cumprir.
- A proposta deve entrar em vigor em outubro, em meio a eleições parlamentares em setembro e ao debate sobre políticas migratórias.
O governo sueco, de orientação centro-direita, anunciou novas regras de imigração que preveem que todos os requerentes de asilo passem a morar em centros de recepção durante o processamento de seus casos. A medida faz parte de um esforço de aperto regulatório.
Segundo o ministro da Imigração, Johan Forssell, os habitantes devem comprovar a transferência para os centros ou correr o risco de perder benefícios, além de aceitarem restrições de deslocamento. Forssell detalhou as condições aos jornalistas.
A proposta, que pode entrar em vigor em outubro, exige ainda que quem tiver pedidos rejeitados registre periodicamente sua localização para evitar fuga anterior. A intenção é reduzir a permanência irregular e o deslocamento entre comunidades.
Detalhes da proposta
A medida surge em meio a anos de renegociação das políticas migratórias, com justificativas de problemas de superlotação, exclusão social e facilitação de permanência irregular. Dados oficiais apontam queda de aplicações para asilo, de cerca de 160 mil em 2015 a cerca de 10 mil em 2024.
Críticos alertam que a mudança pode afetar a vida de milhares de pessoas e alterar o equilíbrio político, já que o tema influencia eleições parlamentares previstas para setembro. O governo afirma que o objetivo é responder a pressões sobre a imigração.
Fontes: informações divulgadas pela imprensa sob a orientação do governo e do ministro Forssell, com base em dados oficiais e declarações públicas.
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