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Trump impacta mercado global de petróleo; Exxon e Chevron querem lucrar

Exxon Mobil e Chevron ampliam produção em países da OPEP com apoio dos EUA, mirando domínio energético e novos investimentos globais

A Venezuela, que abriga as maiores reservas do mundo, é a abertura mais notória de um país que, em grande parte, esteve fora do alcance de investidores dos Estados Unidos depois que Trump capturou o ex-líder Nicolás Maduro e assumiu o controle das exportações de petróleo bruto do país.
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  • Exxon Mobil e Chevron querem ampliar a produção em países ligados à OPEP, como Venezuela, Iraque, Líbia, Argélia, Azerbaijão e Cazaquistão, com apoio de autoridades dos EUA.
  • A política externa do presidente Donald Trump tem ajudado as empresas americanas a fechar acordos no exterior, dando vantagem competitiva em relação a petroleiras europeias.
  • Países anfitriões buscam garantias de segurança e evitar tarifas, abrindo espaço para projetos globais que não existiam desde meados dos anos dois mil.
  • Existem riscos históricos de nacionalizações na região; a Exxon foi nacionalizada na Venezuela duas vezes e empresas deixaram a Rússia após a guerra com a Ucrânia.
  • Executivos da Exxon e da Chevron se reuniram com autoridades locais e autoridades do governo dos EUA para facilitar negociações; Kuwait também busca atrair investimentos.

A Exxon Mobil e a Chevron estão mirando expansão de produção em países ligados à OPEP+, incluindo alguns dos ambientes geopolíticos mais desafiadores, conforme reportagem da Bloomberg. O movimento ocorre em meio a uma política externa brasileira de influência americana que facilita acordos internacionais.

A investida ocorre mesmo diante de riscos históricos de nacionalizações e instabilidade regional. Países da região já vivenciaram confisco de ativos petrolíferos na década de 1970. Empresas americanas caminham com cautela, avaliando contratos e barreiras regulatórias.

As negociações envolvem o Iraque, a Líbia, a Argélia, o Azerbaijão e o Cazaquistão, além da Venezuela. Executivos e autoridades dos EUA já apoiam as tratativas, o que pode ampliar o acesso de EUA a reservas significativas e consolidar a chamada dominância energética.

Fontes familiarizadas com as conversas afirmam que o governo americano tem atuado para abrir espaços para as parcerias, com participantes destacando a participação de embaixadas e representantes de alto nível. A ação visa facilitar garantias de segurança e evitar tarifas.

Apesar do otimismo, analistas apontam vulnerabilidades: mudanças políticas, termos contratuais rígidos e a possibilidade de novas importâncias de risco geopolítico. A Bloomberg cita que as incursões seguem como estratégia de longo prazo.

A estratégia de expansão ocorre em meio a disputas por mercados de xisto nos EUA, que fortalecem a posição de Washington na energia global. A presença em campos estratégicos pode influenciar preços e oferta até a década de 2040.

A agência aponta que, embora alguns acordos não sejam vinculantes, as discussões indicam um movimento consolidado de Exxon e Chevron. Empresas buscam reposicionar reservas para a próxima década, com apoio institucional dos EUA.

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