- Exxon Mobil e Chevron querem ampliar a produção em países ligados à OPEP, como Venezuela, Iraque, Líbia, Argélia, Azerbaijão e Cazaquistão, com apoio de autoridades dos EUA.
- A política externa do presidente Donald Trump tem ajudado as empresas americanas a fechar acordos no exterior, dando vantagem competitiva em relação a petroleiras europeias.
- Países anfitriões buscam garantias de segurança e evitar tarifas, abrindo espaço para projetos globais que não existiam desde meados dos anos dois mil.
- Existem riscos históricos de nacionalizações na região; a Exxon foi nacionalizada na Venezuela duas vezes e empresas deixaram a Rússia após a guerra com a Ucrânia.
- Executivos da Exxon e da Chevron se reuniram com autoridades locais e autoridades do governo dos EUA para facilitar negociações; Kuwait também busca atrair investimentos.
A Exxon Mobil e a Chevron estão mirando expansão de produção em países ligados à OPEP+, incluindo alguns dos ambientes geopolíticos mais desafiadores, conforme reportagem da Bloomberg. O movimento ocorre em meio a uma política externa brasileira de influência americana que facilita acordos internacionais.
A investida ocorre mesmo diante de riscos históricos de nacionalizações e instabilidade regional. Países da região já vivenciaram confisco de ativos petrolíferos na década de 1970. Empresas americanas caminham com cautela, avaliando contratos e barreiras regulatórias.
As negociações envolvem o Iraque, a Líbia, a Argélia, o Azerbaijão e o Cazaquistão, além da Venezuela. Executivos e autoridades dos EUA já apoiam as tratativas, o que pode ampliar o acesso de EUA a reservas significativas e consolidar a chamada dominância energética.
Fontes familiarizadas com as conversas afirmam que o governo americano tem atuado para abrir espaços para as parcerias, com participantes destacando a participação de embaixadas e representantes de alto nível. A ação visa facilitar garantias de segurança e evitar tarifas.
Apesar do otimismo, analistas apontam vulnerabilidades: mudanças políticas, termos contratuais rígidos e a possibilidade de novas importâncias de risco geopolítico. A Bloomberg cita que as incursões seguem como estratégia de longo prazo.
A estratégia de expansão ocorre em meio a disputas por mercados de xisto nos EUA, que fortalecem a posição de Washington na energia global. A presença em campos estratégicos pode influenciar preços e oferta até a década de 2040.
A agência aponta que, embora alguns acordos não sejam vinculantes, as discussões indicam um movimento consolidado de Exxon e Chevron. Empresas buscam reposicionar reservas para a próxima década, com apoio institucional dos EUA.
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