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Trump publica vídeo com teoria eleitoral que retrata Obamas como macacos

Trump publica vídeo com teoria da conspiração eleitoral que retrata Barack e Michelle Obama como macacos, gerando condenação de líderes democratas

Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: ANNABELLE GORDON / AFP
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  • Donald Trump publicou na Truth Social um vídeo com teoria da conspiração que retrata Barack Obama e Michelle Obama como macacos, com rostos sobrepostos aos corpos de macacos por cerca de um segundo e a música The Lion Sleeps Tonight ao fundo.
  • O vídeo repete alegações falsas de que a empresa Dominion Voting Systems ajudou a roubar a eleição de 2020.
  • A publicação recebeu críticas de várias figuras democratas, incluindo o gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, e ex-conselheiro de Segurança Nacional Ben Rhodes.
  • O ato é visto como parte de um padrão de uso de imagens geradas por inteligência artificial pela gestão de Trump para mobilizar sua base.
  • Obama apoiou Kamala Harris na disputa de 2024, e a mensagem gerou condenação entre adversários, em meio a debates sobre diversidade e uso de conteúdos gerados por IA.

Donald Trump publicou na manhã de quinta-feira um vídeo divulgado na Truth Social que reproduz uma teoria da conspiração sobre as eleições. No material, o ex-presidente Barack Obama e sua esposa Michelle aparecem com as faces sobrepostas aos corpos de macacos por cerca de um segundo, acompanhados pela música The Lion Sleeps Tonight. A peça alega, sem evidências, que a empresa Dominion Voting Systems teve participação em suposta fraude eleitoral de 2020.

O conteúdo foi removido de contextos eleitorais e gerou forte repercussão entre líderes democratas. O vídeo foi alvo de críticas de figuras e setores do campo oposto, com acusações de racismo e de disseminação de desinformação.

O lançamento ocorre no mesmo ano em que Trump intensificou o uso de conteúdos gerados por inteligência artificial para fins de comunicação política, incluindo publicações provocativas contra críticos. A prática já havia sido observada em vídeos anteriores envolvendo Obama e outros adversários.

Quem comenta o tema enfatiza que o material alimenta narrativas racistas e desestimula o diálogo cívico. O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, classificou a postagem como comportamento repugnante e pediu que lideranças republicanas a condenassem.

Ben Rhodes, ex-assessor de Segurança Nacional, também reagiu, destacando que as imagens constroem uma memória histórica negativa e alimentam a hostilidade entre grupos. Obama tem apoio público a Kamala Harris em disputas eleitorais recentes.

Imagens geradas por IA ganharam espaço no repertório do ex-presidente desde o início do seu segundo mandato, com uso de recursos para crítica a oponentes. A prática de divulgar conteúdos assim tem sido tema de debate sobre limites de comunicação política.

O contexto histórico traz à tona ainda o papel de Obama como o único presidente negro na história dos EUA e seu apoio a candidatos democratas nas disputas recentes. As reações destacam a tentativa de influenciar o público sem respeitar padrões de conduta e veracidade.

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