- Marius Borg Høiby, filho da princesa Mette-Marit, enfrenta julgamento em Oslo por 38 acusações, incluindo estupro de quatro mulheres; ele se declarou não culpado nas acusações mais graves, reconhecendo culpa parcial por agressão agravada e conduta imprudente.
- Mette-Marit divulgou pedido de desculpas pela sua relação com Jeffrey Epstein, após a divulgação de novos documentos, e planejava viajar, mas decidiu ficar para o andamento do processo.
- O primeiro-ministro Jonas Gahr Støre criticou publicamente as ações da princesa, citando “mau julgamento” e cobrando mais informações para o público.
- A popularidade da monarquia na Noruega caiu em pesquisas recentes, com 54% dos entrevistados apoiando a monarquia, e quase metade duvidando que Mette-Marit possa se tornar rainha.
- Haakon, príncipe herdeiro, afirmou que a família está unida, apoiando Mette-Marit e cuidando das crianças, em meio a um momento de crise para a casa real.
Marius Borg Høiby, filho da princesa Mette-Marit, enfrenta julgamento em Oslo sob 38 acusações, entre elas rape e violência doméstica. Ele foi à corte nesta terça-feira para se defender contra as imputações, mantendo-se com a defesa fixa de não culpabilidade para os atos mais graves.
Ao mesmo tempo, Mette-Marit é alvo de forte escrutínio após novas informações dos arquivos de Epstein mostrarem uma relação próxima com o condenado, gerando críticas sobre seu julgamento. A rainha consorte, de saúde frágil, já havia dito que se arrepende da amizade com Epstein.
A presidência do São Haakon, o príncipe herdeiro, afirmou que a família enfrenta várias questões ao mesmo tempo e que sustenta Mette-Marit, além de se preocupar com os filhos. O rei Harald, que completa 89 anos neste mês, não é alvo direto, mas a monarquia acumula queda de popularidade.
Em pesquisas divulgadas nesta semana, o apoio à monarquia caiu de 72% para 54% desde 2024, conforme levantamento de Aftenposten. Quase metade dos respondentes acredita que Mette-Marit não pode mais tornar-se rainha.
A divulgação dos arquivos de Epstein, publicada na semana passada, provocou críticas ao papel público da princesa. O primeiro-ministro Jonas Gahr Støre sugeriu que Mette-Marit apresente mais informações ao público, comentando pela primeira vez publicamente sobre o tema.
A defesa do casal real destacou que Haakon e a família trabalham para o bem-estar das crianças e da rainha, enquanto Mette-Marit emitiu uma nota pública reconhecendo o erro de julgamento e o constrangimento causado à realeza.
Especialistas ressaltam que o episódio pode impactar o futuro da instituição, principalmente pela posição de Mette-Marit como possível líder da monarquia. O debate político sobre a forma de governo permanece em segundo plano, com apoio popular ainda relevante para a continuidade da ordem constitucional.
O parlamento realizou uma votação sobre a república, cujo resultado foi de grande apoio à manutenção da monarquia, sem mudanças significativas. A sondagem reflete um momento de incerteza, embora a maioria ainda prefira o modelo atual.
Organizações de apoio de Mette-Marit, que já contam com ela como patrona de diversas instituições, avaliam possíveis mudanças de vínculo se a controvérsia persistir. O impacto nas relações públicas da realeza depende das informações que venham a público nas próximas semanas.
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