- Cuba decretou medidas de emergência por crise energética, sob pressão dos Estados Unidos.
- A partir de segunda-feira, oito medidas incluem semana de quatro dias para empresas estatais, restrição à venda de combustível, redução de viagens interprovinciais e fechamento temporário de hotéis e unidades estatais.
- Horários escolares serão reduzidos e as universidades terão ensino semipresencial; o teletrabalho também passa a existir.
- As medidas foram aprovadas pelo Conselho de Ministros e visam manter serviços básicos e proteger divisas.
- O governo mantém investimentos em energias renováveis e busca aumentar a produção nacional de petróleo; tensões com a administração norte-americana influenciam o cenário.
O governo de Cuba anunciou medidas de emergência nesta sexta-feira, em resposta à crise energética que o país enfrenta, agravada pela atuação de pressão dos Estados Unidos. As ações entram em vigor na segunda-feira, 9 de outubro, e visam manter serviços básicos e o desenvolvimento econômico.
O vice-primeiro-ministro e ministro do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, Oscar Pérez-Oliva Fraga, afirmou que as decisões foram aprovadas em reunião do Conselho de Ministros. Segundo ele, o objetivo é proteger serviços essenciais à população diante do cenário externo.
Medidas anunciadas
Entre as ações, há restrição da venda de combustível, redução de viagens interprovinciais de ônibus e trem, fechamento temporário de hotéis e empresas estatais, redução da semana de trabalho para quatro dias e adoção do teletrabalho. O horário escolar também será ajustado e as universidades adotarão aulas semipresenciais.
Segundo o governo, prioriza-se atividades geradoras de divisas e o combustível existente será destinado aos serviços essenciais e às atividades econômicas imprescindíveis. Investimentos em energias renováveis serão mantidos, com a continuidade de esforços para ampliar a produção nacional de petróleo, atualmente responsável por 30% do consumo.
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