- Trump disse ter decidido postar um vídeo agora apagado que mostrava Barack e Michelle Obama como macacos, mas desviou a responsabilidade para um membro da equipe.
- O vídeo foi publicado na conta Truth Social de Trump e usava imagens para promover teorias conspiratórias sobre as eleições de 2020; o conteúdo foi removido.
- A postagem gerou especulação sobre quem realmente enviou o material, já que apenas Trump, Dan Scavino e Natalie Harp teriam acesso à conta.
- A equipe de imprensa inicialmente defendeu a postagem, recuou later e atribuiu o post a um assessor; Trump repetiu que não cometeu erro.
- Em conversa com Tim Scott, Trump afirmou que foi erro de um assessor e que o vídeo seria retirado; Harp é apontada como uma das assessoras próximas ao presidente.
Donald Trump informou que havia postado um vídeo deletado que retratava Barack e Michelle Obama como macacos, em sua conta Truth Social, na noite de quinta-feira. A postagem foi retirada após gerar controvérsia e acusações de racismo, inicialmente defendidas pela equipe de imprensa da Casa Branca.
A postagem impulsionava teorias conspiratórias sobre as eleições de 2020 e trazia as faces dos Obamas sobre corpos de macacos animados ao som de The Lion Sleeps Tonight. Trump afirmou ter visto apenas parte do vídeo antes de repassá-lo a um membro de sua equipe para publicar.
A quem pertenceu a decisão de publicar ainda é alvo de boatos na órbita do ex-presidente. Segundo fontes, apenas dois ajudantes teriam acesso à conta: Dan Scavino, que cuida de perfil público, e Natalie Harp, assessora próxima a Trump.
Envolvidos e desdobramentos
A Casa Branca não comentou o assunto ao final do dia. O porta-voz da época tinha inicialmente defendido a postagem antes de recuar e atribuir a postagem a um funcionário, uma versão repetida por Trump em conversas com legisladores republicanos.
Tim Scott, senador republicano e presidente do comitê senatorial republicano, condenou publicamente o vídeo como racista. Em ligação com Scott, Trump alegou ter removido o material e que foi erro de um funcionário, sem admitir falha própria.
Natalie Harp, de 35 anos, é figura de grande proximidade com Trump e já recebeu elogios por acompanhar o presidente com uma impressora portátil para divulgar informações em formato impresso. Também já enfrentou críticas por decisões de comunicação e por mensagens consideradas inadequadas.
A influência de Harp dentro da equipe de Trump alimenta discussões sobre responsabilidade por decisões de comunicação e sobre como o episódio pode impactar a relação entre o ex-presidente e seus auxiliares mais próximos. Não houve confirmação de consequências oficiais para nenhum colaborador.
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