- Tajani confirmou que a Itália não participará do Conselho de Paz, por impedimento constitucional insuperável.
- O Conselho foi criado para supervisionar a trégua em Gaza, mas passou a atuar na resolução de conflitos ao redor do mundo.
- A Constituição italiana não permite integrar uma organização comandada por um único líder.
- O governo continua aberto a debater iniciativas de paz e está disposto a contribuir em Gaza e na formação da polícia.
- Meloni já havia apontado problemas constitucionais com a configuração atual; França e Reino Unido também expressaram dúvidas sobre o formato.
O chefe da diplomacia italiana, Antonio Tajani, informou que a Itália não participará do Conselho de Paz proposto pelos Estados Unidos. A oposição se baseia em problemas constitucionais considerados insuperáveis. A declaração foi feita durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina.
Tajani explicou que a Constituição italiana não permite integrar uma organização comandada por um único líder. Mesmo assim, o governo italiano mantém abertura para iniciativas relacionadas à paz, incluindo ações em Gaza e a formação de polícia, desde que respeitem o marco constitucional.
O ministro destacou ainda que houve um obstáculo jurídico considerado intransponível, após encontro com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado Marco Rubio. A posição italiana acompanha dúvidas já manifestadas por outros aliados, como França e Reino Unido, quanto à viabilidade do Conselho de Paz.
Além disso, Giorgia Meloni já havia sinalizado, duas semanas antes, que a configuração atual do conselho gerava problemas de natureza constitucional. A nota oficial reitera que não há mudança de posição, mantendo o foco em esforços de paz dentro dos limites legais do país.
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