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Reino Unido ameaça apreender navio-tanque ligado à frota russa em escalada

Britânicos avaliam capturar navio da shadow fleet ligado à Rússia, abrindo novo front contra Moscou em meio à queda das receitas com petróleo

The proposed action comes a month after US forces seized the Russian tanker Marinera (above) in the North Atlantic
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  • Reino Unido ameaça apreender um navio-tanque ligado à frota sombra da Rússia, em movimento escalatório com opções militares discutidas com aliados da Otan.
  • Em janeiro, vinte e três navios da frota sombra com bandeiras falsas foram vistos no Canal da Mancha ou no mar Báltico; muitos exportam petróleo russo, principalmente para China, Índia e Turquia.
  • França já havia detido o navio Grinch no Mediterrâneo; autoridades francesas liberaram o navio após decisões legais, enquanto Londres analisa ações fora do Báltico/Ártico para reduzir riscos.
  • A captura de navios da frota sombra pode ter impacto limitado na economia russa, com sete tankers atingidos por drones desde novembro; as exportações russas de petróleo continuam em torno de cinco milhões de barris por dia.
  • A Rússia tem re-flagged parte da frota sombra para a bandeira russa para evitar apreensões; ainda há mais de duzentos navios vinculados à frota sombra em operação.

O Reino Unido avança com uma ameaça de apreensão de um navio-tanque ligado à frota sombra russa, em uma escalada que pode abrir uma frente adicional contra Moscou. A ideia foi discutida por fontes de defesa britânicas em conversas com aliados da Otan, após a apreensão de um navio russo no Atlântico, liderada pelos EUA, há um mês.

Em janeiro, a Lloyd’s List Intelligence identificou 23 navios da frota sombra operando com bandeiras falsas ou fraudulentas, muitos destinados ao export de petróleo russo para China, Índia e Turquia. Um acordo conjunto entre Reino Unido, Alemanha, França e outros países da região reiterou o cumprimento do direito internacional, mas ainda não houve ações de apreensão.

A presidência britânica sinalizou que a Marinha Real poderia desafiar navios sob jurisdição fraca por serem efetivamente apátridas, embora o receio de escalada tenha adiado medidas anteriores. A Marinha Real enfrenta pressões políticas e militares para agir com cautela diante de possíveis retaliações russas.

Contexto recente e ações relacionadas

No mês passado, a Marinha dos EUA, com apoio britânico, interceptou o tanque Marinera entre as Ilhas Canárias e a Islândia, após uma perseguição partindo do Caribe. O navio chegou a ser re-flagado para Rússia durante a perseguição, em uma tentativa de evitar a captura.

França, por sua vez, deteve o cargueiro Grinch, próximo à costa da Espanha, depois de descobrir que partiu de Murmansk sob bandeira de Comoros. A operação foi interrompida pela undécima hora, com o retorno do navio à jurisdição francesa.

O ministro britânico da defesa indicou que haverá reunião entre países bálticos e nórdicos para discutir opções militares. Caso haja apreensão de petróleo, a receita poderia ser redirecionada a apoio à Ucrânia, seguindo declarações oficiais.

Impacto econômico e estratégico

Estimativas indicam que a Rússia responde com re-flagging de navios da frota sombra para a bandeira russa, dificultando apreensões. Em termos de exportação, cerca de 5 a 6 milhões de barris diários seguem pelo mar, com China e Índia absorvendo a maior parte, enquanto a produção industrial russa fica sob pressão.

Especialistas ouvidos destacam que a frota sombra é composta por navios antigos, com controle de propriedade pouco transparente e, muitas vezes, sem seguro adequado. A evasão de sanções facilita o comércio, mas também aumenta vulnerabilidades legais durante ações de apreensão.

A União Europeia tem considerado medidas adicionais, incluindo a suspensão de serviços marítimos para navios russos, o que poderia aumentar o custo logístico de Moscou sem necessidade direta de ação militar. Mesmo com movimentos de sanção, os números mostram que as exportações russas ainda mantêm volumes significativos.

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