- Jimmy Lai, de 78 anos, chega para a leitura da sentença após anos de processo; pode pegar prisão perpéta; ele nega as acusações e se declara prisioneiro político.
- Lai tem cidadania britânica; o caso foi citado pelo líder trabalhista Keir Starmer durante encontro com Xi Jinping, em Pequim, com participação de assessores britânicos e chineses.
- Donald Trump também pressionou pela liberação de Lai; diplomatas ocidentais dizem que negociações sobre a libertação devem começar após a sentença, dependendo de eventual recurso.
- Familiares, advogados e apoiadores dizem que Lai enfrenta risco de morrer na prisão devido a problemas de saúde, como palpitações e pressão alta; manifestantes aguardam do lado de fora.
- A sentença pode ficar na faixa mais alta prevista pela lei de segurança nacional, de dez anos a prisão perpétua; além de Lai, outros seis ex-funcionários do Apple Daily, um ativista e uma pessoa ligada ao órgão jurídico também serão julgados.
O magnata da mídia de Hong Kong, Jimmy Lai, chegou ao dia de sua sentença após anos de batalha judicial. Aos 78 anos, ele enfrenta a possibilidade de prisão perpétua e nega todas as acusações, afirmando ser um prisioneiro político perseguido por Pequim.
Lai é apontado como mentor de uma conspiração para atrair sanções estrangeiras contra Hong Kong e a China, segundo a lei de segurança nacional. A pena máxima prevista pode chegar a dez anos ou à prisão perpétua, dependendo da avaliação de gravidade de cada delito.
Além de Lai, seis ex-funcionários seniores da Apple Daily, um ativista e um paralegal também serão julgados e podem receber sentenças similares, conforme as normas aplicáveis. A defesa sustenta falta de imparcialidade e violações de direitos básicos durante o processo.
A defesa de Lai e setores próximos têm destacado ameaças à liberdade de imprensa e à saúde do réu, citando problemas cardíacos e hipertensão. A família e apoiadores aguardam o resultado do julgamento com preocupação quanto ao bem-estar dele.
Críticos e organizações de imprensa observam o caso como um marco na repressão a dissidentes sob a lei de segurança. Já Pequim sustenta que o julgamento foi justo e que todos recebem tratamento igual sob a legislação vigente.
Entre apelos e negociações diplomáticas, a observação internacional acompanha o desenrolar do caso, com autoridades de diferentes países indicando prováveis negociações caso Lai tenha sentença severa ou decida recorrer.
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