Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Inuítes da Groenlândia: terras árticas não pertencem a ninguém

Inuit da Groenlândia defendem que a terra ártica não tem dono e a posse é compartilhada, enquanto comunidades enfrentam envelhecimento e risco de desaparecimento

Lights illuminate the village of Kapisillit, Greenland. Photograph: Marko Đurica/Reuters
0:00
Carregando...
0:00
  • Os inuit do Groenlândia defendem que a terra ártica é de uso compartilhado e não pode ser possuída; legalmente, é possível ter casa, mas não o terreno sob ela, e a ideia de venda por estrangeiros é estranha para eles, incluindo o caso mencionado sobre Trump.
  • Em Kapisillit, a vila tem mercearia, escola e um centro de serviço; a única turma restante tem três alunos com idades de 8, 7 e 7 anos, estudando com uma professora dinamarquesa.
  • A escola usa um mapa de Groenlândia feito em 1954; o professor Vanilla Mathiassen descreve a vida cotidiana, com pesca e caça como alternativas caso falte comida.
  • A líder da vila, Heidi Lennert Nolso, diz que a vida é livre na natureza, mas há risco de o local “morrer” por envelhecimento da população.
  • O cais é a linha de vida da comunidade, com o barco semanal trazendo suprimentos de Nuuk; há construção de casas de férias ao longo da baía para moradores ricos, muitas ainda vazias no inverno.

No one owns our Arctic land, we share it, dizem os Inuit da Groenlândia

A Groenlândia ganhou atenção global no ano passado, quando Donald Trump retomou a demanda de que os EUA assumam controle da ilha por segurança nacional e acesso a minérios. Para os Inuit, que vivem na região há séculos, o território é compartilhado, não possuído por alguém.

O conceito de propriedade coletiva é central para a identidade Inuit e sobrevive a 300 anos de colonização. A lei permite que se tenha casa, mas não o justo subterrâneo sob ela. Em Kapisillit, a realidade de terras não vendáveis molda a vida local, mesmo com a abertura de mercados globais.

A vila de Kapisillit abriga uma escola, uma loja e um centro de serviços. Em tempos de crise, há um pequeno pronto-socorro com itens básicos. A comunidade depende do pier para recebimento de mantimentos semanais, vindo de Nuuk, e para saídas de caça e pesca.

O professor dinamarquês Vanilla Mathiassen ensina William, Malerak e Viola usando um mapa de 1954. O educador relata que o povo está atento ao que vem pela frente: se há comida na geladeira, tudo segue estável; caso contrário, há necessidade de buscar alimento no mar ou na terra.

Para a liderança local, a vila desfruta de liberdade na natureza, com navegação e deslocamento sem restrições. Contudo, a preocupação é a possibilidade de o povo perder a vitalidade com o envelhecimento da comunidade e a ausência de jovens no futuro.

O litoral de Kapisillit fica ao lado do fiorde Nuuk, em meio a montanhas cobertas de neve. As paisagens dominam o cotidiano, sem desviar do desafio de manter a presença humana na região.

A vida na vila é marcada pela cultura de guardians temporários da terra. Os habitantes mantêm práticas de caça, pesca e subsistência, seguindo tradições que moldam a relação com o território.

A população depende do serviço básico do vilarejo e da proximidade com Nuuk para suprimentos. O transporte de barco semanal funciona como lifeline para moradores, pescadores e caçadores da região.

Ao redor, novas moradias de veraneio foram erguidas ao longo da baía para residentes de Nuuk. Em diversas estruturas, aspectos como piscinas ao ar livre aparecem, mas muitas permanecem vazias no inverno, sinalizando dinâmicas econômicas locais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais