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Irã condena Nobel Narges Mohammadi a mais sete anos de prisão

Irã condena a ganhadora do Nobel da Paz a mais de sete anos de prisão, com greve de fome em curso e novas restrições de viagem e exílio interno

Narges Mohammadi has been on hunger strike since 2 February, her supporters say.
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  • A Nobel da paz Narges Mohammadi foi condenada a mais de sete anos de prisão pelo tribunal de Mashhad: seis anos por “reunião e conspiração” e um ano e meio por propaganda, além de dois anos de proibição de viagem.
  • Ela está em greve de fome desde o dia dois de fevereiro, após ser presa em dezembro durante um memorial para Khosrow Alikordi.
  • Ao todo, Mohammadi já acumulava treze anos e nove meses de condenação por acusações de conspiração contra a segurança do estado e propaganda contra o governo.
  • Também foi decretado dois anos de exílio interno na cidade de Khosf, a cerca de setecentos e quarenta quilômetros de Teerã.
  • Advogados e apoiadores mencionam que, por problemas de saúde, pode haver libertação provisória mediante fiança para tratamento, em meio a uma linha mais dura do governo contra dissidência.

Narges Mohammadi, laureada com o Prêmio Nobel da Paz, foi condenada a mais de sete anos de prisão no Irã. A sentença, cumprida por um tribunal em Mashhad, envolve seis anos por reunião e conspiração, 1,5 ano por propaganda e uma proibição de viagem de dois anos. Além disso, ela recebeu exílio interno de dois anos na cidade de Khosf. A informação foi publicada pelo advogado da ativista, Mostafa Nili, que também informou que Mohammadi está em greve de fome desde 2 de fevereiro.

Segundo Nili, a defesa recebeu a decisão no sábado, mas o Irã não confirmou oficialmente a condenação até a publicação desta matéria. A atuação da ativista é acompanhada por apoiadores que destacam que ela já havia sido presa em dezembro durante uma homenagem a um advogado iraniano morto, e que sua liberdade vinha sendo requisitada por organizações de direitos humanos e por parte da comunidade internacional.

A ativista, de 53 anos, se envolve publicamente em protestos e ações internacionais desde a prisão em Evin, em Teerã, e já superou problemas de saúde durante o cumprimento de pena anterior. Seus apoiadores lembram que Mohammadi participou de protestos nacionais desencadeados pela morte de Mahsa Amini em 2022, que estimulou ações de mulheres contra a obrigatoriedade de véu.

Detalhes da condenação e estado de saúde

O advogado informou que a pena soma sete anos e meio de prisão, mais o exílio e a proibição de viagem, com a justificativa de atividades associadas a movimentos contra o Estado e à difusão de propaganda. Mohammadi tem histórico de problemas cardíacos e já passou por cirurgia de emergência, relatos de apoio destacam. A defesa aponta que, dadas as condições médicas, pode ocorrer uma libertação provisória sob fiança para tratamento. O Ministério das Relações Exteriores do Irã não se manifestou publicamente sobre o caso até o momento.

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